Prefeitura aciona Interpol para impedir saída do país de obras roubadas da Mário de Andrade

Da redação de LexLegal
A Prefeitura de São Paulo comunicou oficialmente à Interpol o roubo das obras de arte levadas da Biblioteca Mário de Andrade na manhã de domingo, em medida destinada a evitar que as peças sejam transportadas para fora do país. O envio ocorreu no mesmo dia e incluiu fotos e informações técnicas das gravuras subtraídas.
Leia também: Machado Meyer lidera estruturação jurídica do primeiro leilão de áreas não contratadas do pré-sal
O material encaminhado ao órgão internacional detalha as características das obras retiradas da exposição Do Livro ao Museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade, que se encerrava justamente no dia do crime. O alerta busca mobilizar autoridades estrangeiras para conter qualquer tentativa de comércio ou envio clandestino das peças.
A Polícia Civil mantém diligências para recuperar o acervo e já identificou um dos suspeitos. O carro utilizado na fuga foi localizado, apreendido e encaminhado para análise pericial. As investigações seguem para chegar ao segundo envolvido. As obras levadas incluem oito gravuras da série Jazz, de Henri Matisse, e cinco da série Menino de Engenho, de Candido Portinari, todas pertencentes ao acervo da própria biblioteca.
Veja também: Lamachia Advogados assume presidência inaugural do Fórum-RS, que reúne 30 conselhos profissionais
O roubo ocorreu pela manhã, quando dois homens entraram no prédio, renderam uma vigilante e um casal que visitava a exposição e recolheram as gravuras em uma sacola de lona. Eles deixaram o local pela saída principal sem despertar suspeitas adicionais. Os valores das obras não foram divulgados, já que passavam por perícia no momento do crime. A administração municipal informou que mantém cooperação com autoridades estaduais e federais para ampliar as buscas.