Policiais fantasiados prendem 42 suspeitos em operação no Carnaval de SP

Policiais fantasiados prendem 42 suspeitos em operação no Carnaval de SP
A recomendação aos foliões é manter atenção redobrada com pertences pessoais e utilizar os canais oficiais para denúncias imediatas/Agência SP
Publicado em 16/02/2026 às 10:00

Da redação de LexLegal

A Operação Carnaval da Polícia Civil e Militar de São Paulo já resultou na prisão de 42 pessoas desde o início do pré-Carnaval, em 31 de janeiro. As ocorrências concentram-se em crimes de furto de celulares, estelionato e venda de bebidas adulteradas, com ações estratégicas em blocos de grande movimento na capital. As forças de segurança recuperaram mais de 60 celulares roubados ou furtados durante os dois primeiros fins de semana de Carnaval na capital paulista. 

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Policiais civis que atuavam de forma disfarçada, vestidos como personagens da série Chaves, prenderam cinco pessoas durante blocos de Carnaval realizados na região da República, no centro da capital paulista, neste domingo (15). Os agentes estavam misturados aos foliões e acompanharam de perto a movimentação de suspeitos em meio à multidão.

Durante a operação, dois homens foram detidos por tráfico de drogas, após a apreensão de cigarros de maconha. Em seguida, outro suspeito foi abordado com porções adicionais da mesma droga, pinos de cocaína, frascos contendo lança-perfume e dinheiro em espécie. Em outra ocorrência, duas mulheres foram presas sob suspeita de receptação de aparelho celular furtado.

No sábado (14), também na região da República, três suspeitos foram presos. A ação foi conduzida por policiais civis vestidos com fantasias de personagens do desenho Scooby-Doo. Com uma das detidas, os agentes encontraram oito celulares furtados, escondidos em uma pochete.

Já em outra frente de atuação, a Polícia Militar prendeu três homens e uma mulher, todos de nacionalidade colombiana, no bairro do Paraíso. Com o grupo, foram apreendidos nove aparelhos celulares. Ainda pela PM, quatro pessoas foram detidas na Avenida Pedro Álvares Cabral, nas proximidades do Parque do Ibirapuera, também com nove celulares furtados. Nesse caso, a identificação dos suspeitos contou com o apoio da Sala de Gerenciamento de Crise de Incidentes, estrutura instalada no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom).

Outro episódio ocorreu durante um megabloco na região da Consolação, onde a Polícia Civil recuperou 12 celulares. A suspeita foi abordada por agentes que atuavam de forma disfarçada, utilizando fantasias inspiradas no filme “Caça-Fantasmas”.

A atuação velada de policiais em meio ao público, estratégia adotada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), tem ampliado a eficácia das ações de repressão a furtos durante eventos de grande aglomeração. Além de surpreender grupos especializados nesse tipo de crime, a presença discreta dos agentes contribui para aumentar a percepção de segurança entre os foliões e dificultar a ação de quadrilhas que exploram o volume de pessoas para cometer delitos em série.

O balanço operacional inclui ainda:

  • Barra Funda: 12 integrantes de uma quadrilha especializada em crimes patrimoniais presos no primeiro final de semana de fevereiro.
  • Pré-Carnaval (7 e 8/02): 11 prisões por venda de bebidas falsificadas (contaminação por metanol) e furtos.

Proteção à mulher

Para combater a importunação sexual, a Polícia Militar escalou um efetivo feminino dedicado exclusivamente ao atendimento de mulheres. Estas policiais atuam em campo em sintonia direta com o programa Cabine Lilás, braço do Copom (190) composto 100% por operadoras mulheres. O objetivo é garantir um acolhimento humanizado e agilidade na identificação e prisão de agressores em meio à multidão.

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A Secretaria de Segurança Pública reforça que o patrulhamento preventivo e o uso de agentes descaracterizados continuarão intensos até o encerramento oficial das festividades. A recomendação aos foliões é manter atenção redobrada com pertences pessoais e utilizar os canais oficiais para denúncias imediatas.

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