Polícia realiza operação contra fabricação clandestina de armas no RJ

Polícia realiza operação contra fabricação clandestina de armas no RJ
© Tomaz Silva/Agência Brasil
Publicado em 14/11/2025 às 9:34

Da redação de LexLegal

A Polícia Civil realiza, na quinta-feira (13), uma operação para desmantelar um esquema de produção e comércio ilegal de armas de fogo, munições e acessórios. As ações ocorreram simultaneamente no Rio de Janeiro e no Paraná e tiveram como foco o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao grupo investigado. Entre os presos está o ex-cabo do Exército Carlos Henrique Martins Cotrin, apontado como responsável por um dos locais de fabricação artesanal de armamentos em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segundo a polícia, ele tentou fugir ao perceber a chegada dos agentes, mas acabou detido ainda no imóvel.

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A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e teve início após a análise de dados recuperados em fases anteriores da operação. Perícias em dispositivos eletrônicos revelaram um volume expressivo de conversas, vídeos e registros de transações ilegais, indicando a existência de uma rede organizada que atuava na produção e venda clandestina de armas de uso permitido e restrito.

Ao longo das diligências, os agentes identificaram a atuação conjunta de fabricantes, intermediários e compradores, responsáveis por abastecer o mercado ilegal com pistolas, fuzis, metralhadoras artesanais e munições montadas manualmente. As mensagens interceptadas e relatórios financeiros mostram margens de lucro que chegavam a 150%, além do uso de transportadoras privadas para despachar os armamentos sem levantar suspeitas, com orientações específicas sobre como ocultar o conteúdo enviado e a identidade dos remetentes.

Os policiais localizaram espaços usados como fábricas improvisadas e depósitos, onde havia ferramentas, peças, insumos e equipamentos destinados à recarga e montagem de munições. De acordo com as investigações, parte do arsenal produzido era distribuída a terceiros sem qualquer controle formal, reforçando o risco de circulação de armas sem rastreamento.

“Essa operação é mais uma prova de que inteligência, integração e tecnologia estão no centro da nossa política de segurança. Estamos desarticulando quem fabrica, quem vende e quem financia a violência”, disse o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

O delegado da Desarme, Luiz Otávio Franco, afirmou que a oficina mantida por Carlos Henrique Cotrin prestava serviços de manutenção para milícias de Nova Iguaçu e também fabricava fuzis comercializados na internet por valores entre R$ 50 mil e R$ 60 mil.

Em outro endereço na Baixada Fluminense, cinco pessoas foram presas. Entre o material apreendido estavam pistolas, revólveres, um fuzil, carregadores, munições e um lança-rojão.

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No Paraná, com apoio da Polícia Civil local, os agentes prenderam Márcio Marcelo Ivanklo em sua residência. No imóvel, foram encontradas mais de 80 armas, incluindo espingardas, pistolas e revólveres. Ele também utilizava grupos de WhatsApp para vender armas e munições. Ivanklo já havia sido preso pela Polícia Federal em 2008.

SÃO PAULO WEATHER