Polícia prende suspeito de feminicídio ocorrido na Liberdade, em São Paulo

Polícia prende suspeito de feminicídio ocorrido na Liberdade, em São Paulo
Informações do Projeto Justiceiras, organização que atua no acolhimento e na orientação técnica de mulheres vítimas de violência, indicam que Carla havia denunciado o agressor por violência doméstica cerca de um ano antes do crime/Marcelo Camargo/Agência Brasil
Publicado em 05/01/2026 às 15:30

Da redação de LexLegal

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na tarde de domingo (4), José Vilson Ferreira, de 29 anos, apontado como autor do feminicídio de Carla Carolina Miranda da Silva. O crime ocorreu na noite de sábado (3), no bairro da Liberdade, região central da capital paulista, segundo informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

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O suspeito foi localizado no bairro do Jabaquara, na zona sul da cidade. De acordo com a SSP-SP, ele foi indiciado por feminicídio e por descumprimento de medida protetiva de urgência, anteriormente concedida à vítima. A pasta informou que a prisão foi realizada após diligências conduzidas por equipes do Garra/Dope, em apoio à 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

“Policiais civis do Garra/Dope realizaram diligências, em apoio à 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e detiveram o autor, que foi encaminhado à unidade policial e permaneceu à disposição da Justiça”, informou a SSP-SP, em nota.

O Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou que o suspeito passou por audiência de custódia nesta segunda-feira (5). Segundo o TJ-SP, a prisão decorreu do cumprimento de mandado judicial e não foram identificadas irregularidades. “Trata-se de cumprimento de mandado de prisão. Não foram identificadas irregularidades no cumprimento e ele segue preso”, diz o comunicado.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram que o crime aconteceu em via pública. Nas gravações, a vítima aparece caminhando pela calçada quando é abordada pelo agressor. Carla tentou se afastar, mas foi alcançada. O ataque ocorreu diante de pessoas que transitavam pela região.

Informações do Projeto Justiceiras, organização que atua no acolhimento e na orientação técnica de mulheres vítimas de violência, indicam que Carla havia denunciado o agressor por violência doméstica cerca de um ano antes do crime. Na ocasião, foi concedida medida protetiva determinando que ele mantivesse distância da vítima.

Ainda segundo a entidade, Carla chegou a ser socorrida e levada a um hospital, onde passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.

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Dados recentes apontam crescimento dos casos de feminicídio na capital paulista. Em 2025, São Paulo registrou o maior número de ocorrências desde o início da série histórica, em abril de 2015, mesmo antes da consolidação dos dados de dezembro.

No fim de novembro, outro caso de grande repercussão foi registrado na cidade: o atropelamento de Tainara Souza Santos, na Marginal Tietê. A vítima chegou a ser socorrida e passou por cirurgias, mas morreu no dia 24 de dezembro, aos 31 anos. O suspeito, Douglas Alves da Silva, foi preso no dia seguinte. À época, o delegado Fernando Barbosa Bossa classificou o episódio como tentativa de feminicídio, destacando a ausência de possibilidade de defesa da vítima e a gravidade da conduta.

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