Polícia prende em Sorocaba fornecedor de bloqueadores de sinais usados por facções do Rio

Da redação de LexLegal
A Polícia Civil do Rio de Janeiro, com apoio da Polícia Civil de São Paulo, prendeu neste sábado (13) Átila Carlai da Luz, apontado como um dos principais fornecedores de equipamentos eletrônicos usados por facções criminosas do Rio. A captura ocorreu em um condomínio de luxo em Sorocaba, na região metropolitana de São Paulo.
Segundo a investigação, Átila se especializou na comercialização de aparelhos conhecidos como “jammers”, capazes de bloquear sinais de celulares, drones e GPS. Esses dispositivos são utilizados por grupos criminosos tanto para dificultar a ação das forças de segurança quanto para facilitar práticas como sequestros, roubos e o controle de territórios.
O mandado de busca e apreensão foi expedido pela Justiça e cumprido de forma conjunta pelas polícias do Rio e de São Paulo. No local, os agentes encontraram diversos equipamentos prontos para uso imediato, além de outros ainda em fase de montagem. Átila foi preso em flagrante e autuado pela polícia paulista.
Histórico criminal
De acordo com a polícia, o suspeito possui um extenso histórico de crimes. No Rio, já foi condenado duas vezes por fraudes em caixas eletrônicos e responde a um terceiro processo pelo mesmo delito. Em São Paulo, acumula passagens ainda mais graves: foi condenado a 32 anos de prisão por tráfico internacional de drogas em um esquema milionário que usava o Aeroporto de Guarulhos como rota para envio de cocaína à Europa.
As investigações apontam que Átila operava com uma rede criminosa de funcionários e colaboradores corrompidos dentro do aeroporto. Para assegurar o transporte da droga, oferecia pagamentos de até 500 vezes superiores ao saláriodos servidores cooptados. O entorpecente tinha como destino principal Portugal, onde era recebido por integrantes da quadrilha e distribuído no mercado europeu.
A prisão de Átila representa um golpe importante contra o fornecimento de tecnologia criminosa às facções do Rio, em um momento em que o uso de jammers se tornou um desafio constante para as forças de segurança. O caso também evidencia a conexão entre diferentes modalidades de crime organizado, unindo fraudes bancárias, tráfico internacional e fornecimento de equipamentos de alta complexidade.