Polícia pede apreensão de passaporte de adolescente no caso cão Orelha

Polícia pede apreensão de passaporte de adolescente no caso cão Orelha
Pedido busca impedir saída do país enquanto investigação continua/Polícia Civil de Santa Catarina
Publicado em 08/02/2026 às 12:01

Da redação de LexLegal

A Polícia Civil de Santa Catarina solicitou à Justiça a apreensão do passaporte do adolescente investigado pela morte do cão comunitário Orelha, caso ocorrido na Praia Brava, em Florianópolis. O objetivo da medida é impedir que o jovem deixe o país durante o andamento das investigações. O pedido também foi comunicado à Polícia Federal e recebeu manifestação favorável do Ministério Público estadual.

Leia também: Governo libera R$ 4 bilhões do FGTS para financiar hospitais filantrópicos

Em nota oficial, a Polícia Civil afirmou que a instituição atua para garantir que a denúncia avance com base nas provas já reunidas. “A instituição tem atuado de forma constante para que a denúncia dos envolvidos possa prosseguir para a justiça junto com as demais provas já obtidas nas investigações da morte do Cão Orelha”, informou o órgão.

Apesar do apoio à medida cautelar, o Ministério Público apontou a necessidade de novas diligências. As promotorias responsáveis pelas áreas criminal e da infância e juventude indicaram lacunas na reconstrução dos fatos e pediram aprofundamento da apuração sobre a possível participação de adolescentes em atos infracionais análogos a maus-tratos contra animais.

A Polícia Civil defende que já há base jurídica para o pedido de internação do adolescente apontado como principal responsável. Paralelamente, autoridades investigam suspeitas de coação no curso do processo e possíveis ameaças envolvendo familiares dos investigados e um porteiro de condomínio ligado ao caso.

As investigações foram concluídas inicialmente na última semana, após análise extensa de provas técnicas. Para identificar o suspeito, a polícia examinou mais de mil horas de imagens captadas por 14 câmeras de segurança e ouviu 24 testemunhas. Embora não haja registro direto do momento da agressão, as gravações ajudaram a confirmar a presença do adolescente fora de casa durante a madrugada e as roupas utilizadas no dia do crime.

Veja também: STF dá 24 meses para Congresso regulamentar mineração em terra Cinta Larga

O caso ganhou grande repercussão pública e ampliou o debate sobre responsabilização de adolescentes por atos infracionais envolvendo maus-tratos a animais. A legislação brasileira prevê medidas socioeducativas, que podem incluir advertência, prestação de serviços, liberdade assistida ou internação, dependendo da gravidade dos fatos e da avaliação judicial.

SÃO PAULO WEATHER