Polícia identifica dois suspeitos pela morte do ex-delegado-geral Ruy Fontes em Praia Grande

Polícia identifica dois suspeitos pela morte do ex-delegado-geral Ruy Fontes em Praia Grande
Fontes, que comandou a Polícia Civil de São Paulo até 2022, foi figura central no combate ao crime organizado e ficou conhecido pela prisão de líderes do PCC nos anos 2000/Paulo Pinto/Agência Brasil
Publicado em 17/09/2025 às 6:00

Da redação de LexLegal

A Polícia de São Paulo identificou nesta terça-feira (16) dois suspeitos envolvidos na execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes, morto a tiros na noite de segunda-feira (15), em Praia Grande, litoral sul paulista.

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O secretário de Segurança Pública do Estado, Guilherme Derrite, explicou que um dos suspeitos foi localizado após a análise de imagens de um segundo veículo usado na ação criminosa. Poucas horas depois, Derrite confirmou, em publicação nas redes sociais, que um segundo envolvido também estava sendo procurado.

“Ontem todos viram o vídeo em que uma Hilux acompanha em uma espécie de perseguição o veículo do Dr. Ruy. Em determinado momento acontece um acidente, a colisão com o ônibus, e aquela brutal execução. O que não aparece nas imagens é que havia um segundo veículo, que foi identificado pelo sistema de monitoramento”, disse o secretário.

O veículo foi encontrado abandonado, permitindo à polícia chegar à identidade dos suspeitos. Segundo Derrite, um deles já havia sido preso quatro vezes por tráfico de drogas e roubo, inclusive quando era menor de idade.

Em nota oficial, a Secretaria de Segurança Pública detalhou:
“Após exames periciais em um dos veículos usados pelos suspeitos e no local do crime, dois envolvidos foram identificados e tiveram suas prisões temporárias solicitadas à Justiça. Um deles já possui passagens por tráfico de drogas e roubo. As forças de segurança seguem empenhadas em identificar todos os envolvidos e esclarecer o crime.”

Ainda segundo a pasta, houve reforço no policiamento ostensivo, com mobilização de unidades especializadas da Polícia Civil e do setor de inteligência da Polícia Militar.

Durante entrevista no velório do ex-delegado, Derrite classificou o crime como “um atentado covarde”, expressou solidariedade à família e agradeceu o apoio do Ministério Público e do Judiciário.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, também se manifestou, afirmando que o governo federal está à disposição para colaborar com as autoridades paulistas no esclarecimento do caso. Derrite informou que a Polícia Federal ofereceu apoio, mas que a prioridade, neste momento, é a atuação das forças estaduais.

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Fontes, que comandou a Polícia Civil de São Paulo até 2022, foi figura central no combate ao crime organizado e ficou conhecido pela prisão de líderes do PCC nos anos 2000. Sua execução mobilizou as principais autoridades da segurança pública no país.

SÃO PAULO WEATHER