Polícia Civil do Rio vai devolver 1.600 celulares roubados em nova fase da Operação Rastreio

Da redação de LexLegal
A Polícia Civil do Rio de Janeiro inicia, nesta terça-feira (18), a entrega de 1.600 celulares recuperados a seus proprietários, como parte de mais uma etapa da Operação Rastreio — considerada a maior ação já realizada no estado para desarticular o mercado ilegal de aparelhos telefônicos. A iniciativa abrange vítimas de roubo e furto em diferentes regiões do Rio e faz parte de uma estratégia permanente de combate à receptação, que é o elo central da cadeia criminosa ligada a celulares.
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Desde o início da operação, mais de 10 mil aparelhos foram localizados e apreendidos pelas equipes, e cerca de 2.800 já foram devolvidos aos donos. A ofensiva policial também levou à prisão de mais de 700 envolvidos, entre assaltantes armados, ladrões que atuam em situações de furto e receptadores responsáveis por alimentar o comércio clandestino de eletrônicos.
Para facilitar a devolução, a Polícia Civil está entrando em contato diretamente com os proprietários por telefone ou mensagens de WhatsApp enviadas a partir de números funcionais de delegacias. As vítimas são orientadas a comparecer aos pontos oficiais de entrega, informados previamente. A devolução ocorrerá de forma descentralizada, atingindo todas as regiões do estado.
De acordo com a corporação, o objetivo da Operação Rastreio vai além da recuperação de bens: a meta é enfraquecer o ecossistema ilegal que movimenta bilhões anualmente, incentivado por consumidores que compram celulares sem nota fiscal ou por preços muito abaixo do mercado. Para as autoridades, combater receptadores é tão estratégico quanto prender autores de roubo.
Em julho, a Polícia Civil realizou a primeira grande entrega coletiva, quando 1.400 aparelhos foram devolvidos em um único dia. O novo evento pretende reforçar publicamente a política de rastreamento e devolução, além da mensagem de que o aparelho roubado pode, sim, ser recuperado — e de que comprar celulares de origem duvidosa coloca o comprador diretamente na esfera criminal.
A Polícia Civil aproveita a ação para reforçar orientações aos consumidores: nunca adquirir celulares em locais sem procedência comprovada, sempre exigir nota fiscal, desconfiar de valores muito abaixo do preço de mercado e registrar imediatamente ocorrência em caso de roubo, furto ou perda — etapa necessária para ativar mecanismos de rastreamento e devolução.
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O recado da corporação é direto: desestimular a compra de produtos roubados é tão importante quanto prender quem rouba. Ao devolver milhares de aparelhos e responsabilizar intermediários, a Operação Rastreio tenta atingir o sistema que transforma o roubo de celulares em um dos crimes mais frequentes e lucrativos no estado.