Pix por aproximação faz um ano, tenta decolar no comércio, mas ainda tem baixa adesão

Pix por aproximação faz um ano, tenta decolar no comércio, mas ainda tem baixa adesão
Modalidade representa só 0,01% das transações e enfrenta barreiras de segurançaAgência Brasil
Publicado em 01/03/2026 às 11:01

Da redação de LexLegal

O Pix por aproximação completa seu primeiro ano com números que mostram um abismo entre a tecnologia e o hábito do brasileiro. Dados do Banco Central indicam que a modalidade respondeu por apenas 0,01% do volume total de operações em janeiro.

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Das mais de 6 bilhões de transferências mensais, pouco mais de 1 milhão utilizou o método de encostar o celular na máquina. Gustavo Lino, da associação Init, afirma que “o potencial é grande, sobretudo quando a oferta amadurece e passa a suportar mais casos de uso, inclusive no ambiente corporativo, mantendo a confiança como fundamento”.

Para o executivo, a tendência é de expansão em locais com filas grandes, já que o modelo agiliza o checkout. Lino acredita que “um ano depois, o Pix por aproximação reforça a direção de evolução do Pix para estar mais presente em pagamentos de alta recorrência e no ponto de venda”.

Apesar da base baixa, o crescimento é acelerado em valores: o montante saltou de R$ 95 mil em julho passado para R$ 133 milhões em dezembro. Para evitar golpes, o BC mantém um teto padrão de R$ 500 para transações via Google Pay, presente na maioria dos aparelhos Android.

O sistema exige que o celular tenha a tecnologia NFC ativa, mimetizando a experiência dos cartões de crédito tradicionais. O diferencial é pular etapas como escanear QR Codes ou digitar chaves, mas o consumidor deve vigiar taxas em opções de parcelamento oferecidas pelos bancos.

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As instituições financeiras são obrigadas a ofertar o serviço, mas permitem que o correntista ajuste limites diários para aumentar a proteção. O mercado agora aposta em jornadas específicas para empresas para tentar popularizar a ferramenta que ainda patina no varejo físico.

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