Pinheiro Neto, Machado Meyer e Spinelli atuam em emissão das Casas Bahia

Da redação de LexLegal
O Grupo Casas Bahia finalizou sua 11ª emissão de debêntures, movimentando R$ 2,4 bilhões como parte fundamental de seu plano de reestruturação financeira. Debêntures são títulos de dívida que as empresas lançam no mercado para captar recursos, funcionando como um empréstimo em que os investidores recebem juros em troca do capital cedido. A operação foi desenhada para refinanciar débitos anteriores, o que permite à varejista reduzir significativamente suas despesas financeiras e alongar prazos de pagamento.
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A transação foi dividida em quatro séries e apresentou uma estrutura híbrida de garantias. Parte dos títulos foi emitida com garantia real, onde ativos da empresa ficam vinculados ao pagamento, e outra parte consistiu em debêntures conversíveis em ações. Este modelo permite que o credor transforme a dívida em participação societária na companhia, o que ajuda a empresa a diminuir o endividamento direto ao transformar passivos em capital próprio. A oferta foi estruturada como pública, permitindo a participação de diversos perfis de investidores sob as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O escritório Pinheiro Neto Advogados liderou a assessoria jurídica do Grupo Casas Bahia com o sócio Joamir Muller Romiti Alves, o consultor Marcos Saldanha Proença, a associada sênior Cristina Liu, a associada Elena Carvalho Carrasco e o associado júnior Thiago Bento Cabral. O Spinelli Advogados atuou como co-assessor da varejista com os parceiros Hiram Pagano, Rafael Miragaia, Andreza Ometto Cury e Adriano Sasseron.
Pelo lado dos coordenadores da oferta, Bradesco BBI e UBS BB, o Machado Meyer Advogados prestou consultoria por meio dos sócios Gustavo Secaf Rebello, Adriano Schnur, Antonio Augusto S. Bruni, Diego De Souza Aguiar e Fernanda Cury Messias, além dos advogados Ana Carolina Carpegiani Peyres Neves, Felipe Figuerola Tenerelli, Giulio Benedetti, Guilherme Amaral Carneiro, Pedro Henrique Natucci Barreiros e Renata Augusto Passos.
Impacto na estrutura de capital
A substituição da 10ª emissão pela atual 11ª é um movimento estratégico conhecido no mercado como gestão de passivos. Ao trocar uma dívida antiga por uma nova com condições mais favoráveis, a varejista ganha fôlego operacional em um cenário de juros voláteis. Para os bancos coordenadores, conhecidos tecnicamente como bookrunners, a operação demandou uma análise de risco e a montagem de uma estrutura documental que garantisse a segurança dos novos investidores perante o plano de transformação da companhia.
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A conclusão do negócio sinaliza a confiança de grandes instituições financeiras na recuperação da Casas Bahia. A redução das despesas financeiras é vista por analistas como um passo importante para que a empresa consiga focar seus recursos na operação logística e nas vendas, pilares centrais de sua estratégia de sustentabilidade no varejo brasileiro no longo prazo.