Pinheiro Neto assessora emissão de R$ 45 mi em debêntures da Santa Clara Agrociência

Da redação de LexLegal
A Santa Clara Agrociência concluiu a sua 2ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, no valor de R$ 45 milhões, em operação estruturada com base na Resolução CVM 160. O escritório Pinheiro Neto Advogados atuou como assessor jurídico da companhia emissora e do coordenador líder da oferta, o Itaú BBA Assessoria Financeira.
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As debêntures foram emitidas em série única, do tipo quirografária com garantia real adicional de natureza fiduciária, modalidade que confere maior proteção aos investidores. O mecanismo funciona como uma salvaguarda em caso de inadimplência, permitindo que determinados ativos sejam destinados prioritariamente ao pagamento da dívida.
Essa estrutura tem se tornado mais comum em operações de médio porte no mercado de capitais brasileiro, sobretudo em setores como o agronegócio, que exigem financiamento constante para pesquisa, inovação e expansão produtiva.
O agronegócio tem sido um dos principais motores de emissões de dívida privada no Brasil. A Santa Clara Agrociência, empresa voltada para soluções tecnológicas em nutrição e proteção vegetal, reforça com a operação seu plano de crescimento, num momento em que a demanda por insumos mais sustentáveis e eficientes ganha força tanto no mercado interno quanto no externo. Esse movimento acompanha a tendência de empresas do setor recorrerem ao mercado de capitais para diversificar fontes de financiamento, reduzindo a dependência de linhas bancárias tradicionais.
A assessoria jurídica do Pinheiro Neto Advogados envolveu o sócio Luiz Felipe Fleury Vaz Guimarães (foto), o counsel Marcos Saldanha Proença, o associado Gustavo Guedes Araújo e a estagiária Ana Cecília Couto Villela Pedras.
Para a Santa Clara Agrociência, a captação representa reforço de caixa e também um passo estratégico em direção ao fortalecimento de sua posição no mercado de bioinsumos, segmento que tem recebido crescente atenção de investidores por seu potencial de retorno e aderência às pautas de ESG (ambiental, social e governança). Já para o Itaú BBA, a operação confirma a expectativa de aumento no volume de emissões de dívida corporativa em 2025, especialmente no agronegócio.
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A emissão de R$ 45 milhões soma-se a um cenário positivo para o setor, que segue como protagonista nas captações privadas. De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), as debêntures relacionadas ao agro já representam fatia significativa do mercado, sinalizando a confiança dos investidores na resiliência e no protagonismo da cadeia produtiva.