Pinheiro Guimarães e Lobo de Rizzo assessoram emissão de debêntures da Usina Santa Adélia

Pinheiro Guimarães e Lobo de Rizzo assessoram emissão de debêntures da Usina Santa Adélia
O setor de açúcar e etanol tem se destacado na agenda de transição energética e vem atraindo capital privado para financiar tecnologias limpas e geração de energia renovável a partir do bagaço da cana/Freepik
Publicado em 14/10/2025 às 10:30

Da redação de LexLegal

Usina Santa Adélia, uma das principais produtoras de açúcar, etanol e energia do país, concluiu a emissão e oferta pública de debêntures simples, não conversíveis e sem garantia real, totalizando R$ 360 milhões. A operação foi estruturada com assessoria jurídica do Pinheiro Guimarães Advogados, representando a emissora, e do Lobo de Rizzo Advogados, que assessorou os coordenadores da oferta.

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Atuaram como coordenadores da operação o Banco Santander (Brasil), a XP Investimentos Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários e o Banco Votorantim.

Assessoria jurídica

Usina Santa Adélia foi assessorada pelo Pinheiro Guimarães Advogados, cuja equipe contou com os sócios Ivie Moura Alves e Márcia Lamarão, além dos advogados Luiza FurtadoJonas Assumpção e Fabrizio D’Angelo.

Os coordenadores da oferta — Santander, XP e Banco Votorantim — foram representados pelo Lobo de Rizzo Advogados, sob a liderança da sócia Maria Costa Neves Machado, com participação das advogadas Marília do Valle FariasMaria Massi de Brito e Thalita Procopio Serpa Leite, além do estagiário Hugo Castresano Silveira.

A emissão reforça a presença da Usina Santa Adélia no mercado de capitais e reflete a tendência de empresas do setor sucroenergético de diversificar suas fontes de financiamento. Com a expansão das operações de bioenergia e biocombustíveis, o setor tem buscado captar recursos via debêntures e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), aproveitando o crescente interesse de investidores por ativos sustentáveis e de longo prazo.

A operação também ocorre em um momento de recuperação dos preços do etanol e do açúcar no mercado internacional, o que estimula investimentos em eficiência produtiva e inovação. Segundo analistas, o acesso direto ao mercado de capitais tem se tornado uma ferramenta importante para empresas do agronegócio que buscam reduzir dependência de crédito bancário tradicional.

As debêntures não conversíveis são títulos que representam um empréstimo feito pelo investidor à empresa emissora — neste caso, a Usina Santa Adélia —, mas não dão direito à conversão em ações. Já o termo “sem garantia real”indica que não há um bem específico dado como garantia; o pagamento depende da capacidade financeira da empresa, o que é comum em companhias com solidez operacional.

Essas características tornam o investimento mais arrojado, porém potencialmente mais rentável, atraindo investidores profissionais interessados em títulos corporativos de médio e longo prazo.

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O setor de açúcar e etanol tem se destacado na agenda de transição energética e vem atraindo capital privado para financiar tecnologias limpas e geração de energia renovável a partir do bagaço da cana. Emissões como a da Usina Santa Adélia demonstram a maturidade das companhias brasileiras em buscar financiamento via instrumentos de mercado, aproveitando taxas competitivas e crescente interesse de investidores em projetos com impacto ambiental positivo.


SÃO PAULO WEATHER