PGR defende eleição direta no Rio de Janeiro após queda de Cláudio Castro

PGR defende eleição direta no Rio de Janeiro após queda de Cláudio Castro
Palácio Guanabara, sede do governo do Rio, aguarda definição do STF sobre quem ocupará o cargo de governador/Fernando Frazão/Agência Brasil
Publicado em 07/04/2026 às 15:33

Da redação de LexLegal

A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (7) defendendo que o novo governador do Rio de Janeiro seja escolhido pelo voto popular. O órgão contesta a realização de uma eleição indireta, feita apenas por deputados estaduais, para o mandato-tampão que vai até dezembro.

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Para a procuradoria, como a saída de Cláudio Castro ocorreu por cassação eleitoral no TSE, a soberania do eleitor deve ser respeitada. O caso será julgado em definitivo pelos ministros do Supremo nesta quarta-feira, 8.

Vácuo no poder e renúncia estratégica de Castro

O Rio vive um cenário de terra arrasada na linha sucessória. Sem vice-governador desde 2025 e com o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, também cassado, o estado é comandado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto de Castro.

Cláudio Castro renunciou ao cargo em março, dias após ser condenado à inelegibilidade, em um movimento lido como tentativa de garantir que a Assembleia Legislativa escolhesse seu sucessor. “Esse quadro, a toda evidência, não se coaduna com a determinação de realização de eleições indiretas, a qual – por isso mesmo – torna-se passível de adequação pela via reclamatória”, informou a PGR.

PGR e PSD questionam manobra para votação na Alerj

A ação no STF foi movida pelo PSD fluminense, que exige o cumprimento do rito democrático direto. A PGR reforçou que a vacância por motivos eleitorais exige que o povo decida quem termina o mandato, frustrando os planos da Alerj de manter o controle sobre o Palácio Guanabara.

A decisão de amanhã definirá se os cariocas voltam às urnas imediatamente ou se o próximo governador será fruto de um acordo de bastidores entre parlamentares.

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O governador eleito agora ocupará a cadeira apenas até o fim deste ano, quando cede o lugar para quem vencer o pleito regular de outubro. A crise institucional no Rio se aprofundou com a investigação contra Bacellar no caso TH Joias e o afastamento determinado pelo ministro Alexandre de Moraes. Se o STF seguir o parecer da procuradoria, o Tribunal Regional Eleitoral terá que organizar um cronograma relâmpago para a consulta popular.

SÃO PAULO WEATHER