PF prende Daniel Vorcaro em nova fase da Operação Compliance Zero

PF prende Daniel Vorcaro em nova fase da Operação Compliance Zero
Agentes da Polícia Federal cumprem mandados de busca em endereços ligados ao Banco Master em São Paulo/Polícia Federal
Publicado em 04/03/2026 às 8:37

Da redação de LexLegal

O banqueiro Daniel Vorcaro voltou à prisão nesta quarta-feira (4) por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Federal encontrou indícios de que o dono do Banco Master comandou ataques cibernéticos contra o Ministério Público Federal para subtrair documentos sigilosos.

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A investigação, baseada em mensagens do celular de Vorcaro, revela o monitoramento de desafetos por meio de um policial aposentado e um aliado. Os diálogos apontam planos de retaliação e atos de violência contra jornalistas que noticiavam informações críticas sobre a gestão do banqueiro.

A PF sustenta que o empresário mentiu em depoimento ao negar acesso a dados confidenciais. O material apreendido sugere a contratação de hackers e o planejamento de ações criminosas, o que levou o STF a determinar o bloqueio de R$ 22 bilhões em ativos do grupo.

A terceira fase da Operação Compliance Zero cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais. Os crimes apurados incluem invasão de dispositivo informático, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O bloqueio bilionário visa interromper a movimentação de valores supostamente ilícitos e garantir a preservação do patrimônio. O Banco Central apoiou as diligências, que também resultaram no afastamento de servidores públicos suspeitos de colaborar com o esquema de monitoramento.

Grupo de Vorcaro hackeou sistemas da PF, Interpol e FBI, aponta investigação

Investigações da Polícia Federal indicam que o grupo liderado por Daniel Vorcaro invadiu bases de dados restritas do Ministério Público Federal e de órgãos internacionais. O acesso ilegal incluía sistemas sigilosos do FBI e da Interpol.

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Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, é apontado como o coordenador da vigilância clandestina. Ele utilizava credenciais de terceiros para extrair informações protegidas, monitorando alvos que contrariassem os interesses do Banco Master.

A estrutura contava com o apoio de Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado. Segundo o STF, Marilson usava sua experiência na área policial para obter dados sigilosos e realizar vigilância física e moral contra desafetos.

O ministro André Mendonça fundamentou a prisão de Vorcaro no risco às autoridades envolvidas e à ordem pública. O magistrado descreveu a existência de uma milícia privada, batizada de “A Turma”, voltada para a intimidação e obstrução de justiça.

Também foi preso Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, identificado como o operador financeiro do esquema. Ele seria o responsável por pagamentos e contratos simulados que financiavam a estrutura de espionagem do grupo.

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A defesa de Daniel Vorcaro declarou em nota que o empresário nunca tentou barrar o trabalho da Justiça. Já os advogados de Fabiano Zettel afirmaram que o cliente permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. A Polícia Federal apura agora a extensão dos danos bilionários ao sistema financeiro e a profundidade das infiltrações criminosas em sistemas de inteligência global.

SÃO PAULO WEATHER