PF pede saída de Toffoli de inquérito sobre fraude de R$ 17 bi no Banco Master

Da redação de LexLegal
A Polícia Federal (PF) solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, o afastamento de Dias Toffoli da relatoria do caso Banco Master. A polícia aponta suspeição após encontrar o nome do magistrado em mensagens no celular apreendido do banqueiro Daniel Vorcaro.
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Fachin abriu processo interno e notificou Toffoli para apresentar defesa antes de decidir se mantém o ministro no comando das investigações. O conteúdo da mensagem encontrada no aparelho de Vorcaro, dono do banco liquidado pelo Banco Central, segue sob segredo de Justiça.
A pressão sobre a relatoria cresceu após revelações de que um fundo ligado ao Master comprou participação em um resort que pertencia a familiares de Toffoli. O negócio envolve o empreendimento Tayayá, no Paraná, e é citado por investigadores como indício de proximidade indevida.
O gabinete de Toffoli reagiu em nota, afirmando que a PF não tem legitimidade jurídica para pedir suspeição e classificou a movimentação como baseada em ilações. “A instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil”, declarou o gabinete.
A Operação Compliance Zero, deflagrada em 2025, apura um rombo de R$ 17 bilhões envolvendo créditos falsos e tentativas de compra de bancos públicos. O inquérito é um dos mais sensíveis do sistema financeiro e agora trava uma batalha de bastidores na cúpula do Judiciário.
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A PF sustenta que a menção direta ao ministro no celular do principal investigado compromete a isenção necessária para a condução do processo. “Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo ministro ao presidente da Corte”, concluiu a nota oficial do magistrado.