PF faz operação nacional contra abuso infantil e prende 19 suspeitos

PF faz operação nacional contra abuso infantil e prende 19 suspeitos
Polícia Federal realiza operação nacional de combate ao abuso sexual infantil com prisões e mandados em 16 estados e no Distrito Federal/Polícia Federal/divulgação
Publicado em 08/10/2025 às 8:44

Da redação de LexLegal

Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (8) a Operação Nacional Proteção Integral III, em ação conjunta com polícias civis de 16 estados e do Distrito Federal, para identificar e prender suspeitos de envolvimento em crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes, especialmente os praticados pela internet.

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Segundo nota divulgada pela corporação, a ofensiva resultou no cumprimento de 182 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão preventiva em todo o país. Até o último balanço, foram 19 prisões em flagranteduas apreensões de menores e uma vítima resgatada.

Ação coordenada em todo o país

A operação mobilizou 617 policiais federais e 273 policiais civis, com ações simultâneas nos estados de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal.

De acordo com a PF, o objetivo da operação é reprimir redes criminosas que produzem, armazenam e compartilham material de abuso sexual infantil. Muitos dos alvos atuavam em fóruns virtuais e plataformas de compartilhamento de imagens ilegais, utilizando técnicas de anonimização e criptografia.

A PF destacou que a ação reforça o caráter integrado entre forças federais e estaduais, representando um avanço na cooperação policial em crimes cibernéticos de exploração infantil.

“A ação reforça a integração entre forças policiais federais e estaduais e demonstra o compromisso conjunto de defesa da infância e da adolescência. A Operação Proteção Integral III dá continuidade às edições anteriores, deflagradas em março e maio de 2025, evidenciando o trabalho permanente da Polícia Federal nessa frente de combate”, afirmou a corporação em nota.

Crescimento dos crimes e ações preventivas

Dados da própria Polícia Federal revelam que, entre janeiro e setembro de 2025, foram cumpridos mais de 1.630 mandados de prisão de condenados por crimes sexuais. O número evidencia o avanço das investigações sobre crimes digitais de abuso infantil, que se multiplicaram nos últimos anos com o uso indevido de redes sociais e aplicativos de mensagens.

As investigações apontam que, em muitos casos, as vítimas são aliciadas em jogos online, plataformas de streaming e redes sociais, em situações que envolvem troca de imagens íntimas, chantagens ou encontros presenciais.

A PF alertou ainda para o papel essencial dos pais e responsáveis no monitoramento das atividades virtuais das crianças e adolescentes.

“A Polícia Federal alerta pais e responsáveis sobre a importância de acompanhar e orientar o uso da internet por crianças e adolescentes, conversando abertamente sobre riscos e ensinando como agir diante de contatos inadequados em ambientes virtuais. A prevenção e a informação são as ferramentas mais eficazes para garantir a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes”, concluiu a corporação.

Combate contínuo e legislação

O combate a crimes de exploração sexual infantil é amparado pela Lei nº 13.441/2017, que permite operações de infiltração de agentes para identificar criminosos em ambientes virtuais. A legislação prevê penas que variam de 3 a 8 anos de reclusão para quem armazena material de abuso sexual infantil, e de 4 a 12 anos para quem produz ou compartilha esse tipo de conteúdo.

Operação Proteção Integral III integra um conjunto de ações contínuas da PF e de órgãos estaduais para fortalecer o Sistema Nacional de Proteção à Infância e Adolescência. Desde sua primeira edição, em março deste ano, a operação já resultou em centenas de prisões e apreensões de equipamentos usados em redes de pedofilia digital.

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As investigações seguem sob sigilo judicial, e os materiais apreendidos — incluindo computadores, celulares e dispositivos de armazenamento — estão sendo periciados pelos núcleos de crimes cibernéticos da PF.


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