PF cumpre 175 mandados em operação contra abuso infantil no país

Da Redação de LexLegal
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (28) uma operação nacional contra crimes de abuso sexual infantil, com cumprimento de 175 mandados judiciais em todos os estados e no Distrito Federal. A ação integra um esforço internacional que envolve forças policiais de diversos países e mira suspeitos ligados a crimes praticados contra crianças e adolescentes.
Operação mobiliza forças nacionais e cooperação internacional
A operação, chamada Proteção Integral IV, mobiliza policiais federais e civis em diversas unidades da Federação. Ao todo, foram expedidos 159 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão preventiva, medidas autorizadas pela Justiça para localizar provas e deter suspeitos antes do julgamento.
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O objetivo da ação é identificar e prender envolvidos em crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes, além de reunir provas digitais e materiais que possam comprovar a prática criminosa.
“A Operação Nacional Proteção Integral IV compõe um esforço internacional coordenado, denominado Operação Internacional Aliados pela Infância VI, voltado ao enfrentamento de crimes transnacionais que violam a dignidade sexual de crianças e adolescentes”, destacou o comunicado.
Segundo dados divulgados pelas autoridades, ao menos 40 pessoas foram presas em flagrante até a última atualização da operação. Também foram resgatadas cinco vítimas e realizadas oito prisões preventivas.
Além do Brasil, a operação ocorre de forma simultânea em países como Argentina, Colômbia, Costa Rica, Espanha, França, México e Paraguai. Ao todo, 15 países participam da ofensiva internacional. “A ação internacional ocorre de forma simultânea, nesta terça-feira (28), em 15 países, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão em múltiplas jurisdições”, informou a corporação.
As autoridades destacaram que já foram executados 269 mandados no contexto internacional, indicando um esforço coordenado entre diferentes sistemas de Justiça. “Número que demonstra a dimensão da ação e o alto nível de cooperação entre países no enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes”.
Mandados judiciais permitem buscas e prisões em larga escala
A Polícia Federal informou que mais de 500 policiais federais participam da operação em todo o território nacional, com apoio de policiais civis de estados como Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins.
“A ação busca integrar forças policiais nacionais e internacionais no combate a crimes de abuso sexual infantojuvenil, reforçando, no contexto do Maio Laranja, o compromisso com a prevenção e repressão dessas práticas”, destacou a PF.
O Maio Laranja é uma campanha nacional voltada à conscientização e prevenção de crimes contra crianças e adolescentes, prevista em ações de proteção social e educacional. Segundo levantamento recente da corporação, ao menos 450 mandados de prisão contra foragidos por crimes sexuais já foram cumpridos neste ano por meio de equipes especializadas.
Outro ponto destacado pelas autoridades envolve a forma de tratamento legal desses crimes. “Embora o termo ‘pornografia’ ainda conste no Estatuto da Criança e do Adolescente, a comunidade internacional adota, preferencialmente, as expressões ‘abuso sexual de crianças e adolescentes’ ou ‘violência sexual contra crianças e adolescentes’, por refletirem com maior precisão a gravidade desses crimes”, ressaltou a nota.
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As autoridades também reforçaram a necessidade de atuação preventiva dentro das famílias, principalmente no ambiente digital, onde grande parte desses crimes ocorre atualmente.
“A Polícia Federal reforça a importância da prevenção e orienta pais e responsáveis a acompanharem o uso da internet por crianças e por adolescentes, como forma de reduzir riscos e de proteger possíveis vítimas. O diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e a orientação para que crianças e adolescentes comuniquem situações suspeitas também são medidas importantes de proteção”, concluiu a corporação.