PF, com apoio do FBI, prende em SP suspeito de planejar atentado terrorista

PF, com apoio do FBI, prende em SP suspeito de planejar atentado terrorista
Operação conjunta aponta que homem montava colete explosivo para ataque no Brasil/Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Publicado em 29/01/2026 às 16:30

Da redação de LexLegal

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (29), no interior de São Paulo, um homem suspeito de integrar uma organização terrorista de atuação internacional. A investigação foi conduzida em cooperação com o Federal Bureau of Investigation (FBI), dos Estados Unidos.

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Segundo a PF, o suspeito estava montando um colete com explosivos que seria utilizado em um atentado suicida. A corporação informou que a ação ocorreria em território brasileiro, mas não divulgou detalhes sobre local ou data por razões de segurança.

A prisão ocorreu durante o cumprimento de mandado judicial expedido pela 3ª Vara Federal de Bauru. A operação também incluiu buscas pessoais e domiciliares para recolher materiais e dispositivos eletrônicos usados pelo investigado.

De acordo com a Polícia Federal, celulares, computadores e outros equipamentos digitais foram apreendidos para análise. Esses dados são considerados fundamentais para identificar eventuais conexões nacionais e internacionais do suspeito.

A PF explicou que esse tipo de informação é classificado como dado telemático. Isso inclui registros de ligações, horários, duração de chamadas, números contatados e, em alguns casos, o conteúdo de mensagens trocadas em aplicativos e redes sociais.

A legislação brasileira determina que empresas de telecomunicações e provedores de internet devem fornecer esses dados quando há autorização judicial. O Marco Civil da Internet regula esse acesso e estabelece que ele só pode ocorrer mediante ordem da Justiça.

No caso de aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, a PF pode requisitar registros armazenados em servidores, metadados e, dependendo da situação técnica, até conversas apagadas, desde que haja respaldo judicial.

A Polícia Federal destacou que a investigação tem caráter preventivo. O objetivo é interromper a execução do ataque antes que ele se concretize e identificar possíveis ramificações do grupo no país.

Em nota, a corporação afirmou que a apuração busca antecipar outras articulações semelhantes “que atentem contra a segurança pública e a ordem social”.

A PF não informou a qual organização terrorista o suspeito estaria ligado nem há quanto tempo ele vinha sendo monitorado. Esses dados seguem sob sigilo para não comprometer o andamento das apurações.

No Brasil, crimes de terrorismo são tipificados pela Lei nº 13.260/2016, que define como terrorismo atos destinados a provocar terror social ou generalizado, com risco à vida, ao patrimônio ou à segurança pública.

A pena pode chegar a 30 anos de prisão, além de sanções adicionais em caso de financiamento, recrutamento ou treinamento para fins terroristas.

A PF informou que as análises dos materiais apreendidos ainda estão em fase inicial. O conteúdo será cruzado com bancos de dados nacionais e internacionais.

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A corporação trabalha com a hipótese de que a prisão possa levar à identificação de outros integrantes ou simpatizantes da organização no país. Até o momento, não há indicação de que o suspeito tivesse alvos específicos definidos no território nacional, segundo fontes ligadas à investigação.


SÃO PAULO WEATHER