PF apreende drogas, passaporte e 18 aves silvestres em Guarulhos

Da redação de LexLegal
A Polícia Federal (PF) realizou uma operação no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, que resultou na apreensão de maconha, um passaporte italiano com restrição judicial e 18 pássaros silvestres mantidos em situação de maus-tratos. As informações foram divulgadas na manhã desta segunda-feira (20).
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As diligências começaram na sexta-feira (17), quando equipes de fiscalização identificaram uma porção de maconha na bagagem de mão de um passageiro durante a inspeção de um voo com destino a Santa Catarina. O homem foi detido e encaminhado à Justiça Federal, acusado de porte de entorpecente.
No dia seguinte (18), a operação teve continuidade com o uso de equipamentos de raio-x que detectaram material biológico dentro de uma mala. Ao abrir a bagagem, os agentes encontraram 18 aves vivas em condições precárias, sem qualquer autorização legal para transporte.
O responsável, um cidadão belga com destino à França, foi preso em flagrante. Ele responderá por maus-tratos a animais, receptação e crime contra a fauna silvestre, conforme a legislação ambiental brasileira.
Apoio do Ibama
A PF contou com o apoio técnico do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável por identificar as espécies apreendidas. Entre elas estavam dois tangarazinhos, cinco saíras-sete-cores, sete saíras-douradinhas, dois saíras-militar e dois saíras-da-terra — todas aves nativas e de alto valor no tráfico de animais silvestres.
Os pássaros, visivelmente debilitados, foram encaminhados para tratamento e reabilitação antes de serem devolvidos à natureza.
Ainda no sábado, os agentes apreenderam um passaporte italiano que apresentava restrição judicial emitida pela Justiça Estadual do Espírito Santo. O documento foi retido para apuração e medidas cabíveis.
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A operação reforça o trabalho integrado da Polícia Federal e do Ibama no combate a crimes ambientais, tráfico internacional de fauna e transporte irregular de espécies protegidas, que frequentemente utilizam os aeroportos brasileiros como rota de exportação ilegal.