Petrobras eleva produção em 16,9% no 3º trimestre

Da redação de LexLegal
A Petrobras registrou no 3º trimestre de 2025 uma produção média de 3,14 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboed), considerando óleo, líquidos de gás natural (LGN) e gás natural. O resultado representa uma alta de 7,6% em relação ao trimestre anterior e um crescimento expressivo de 16,9% na comparação anual.
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De acordo com a companhia, o desempenho reflete a maturação de projetos estratégicos do pré-sal e a entrada em operação de novas plataformas, especialmente nos campos de Búzios e Mero, localizados na Bacia de Santos, além de ganhos operacionais consistentes na Bacia de Campos.
“O aumento da produção se deve, principalmente, ao topo de produção da FPSO Almirante Tamandaré, no campo de Búzios, e à ampliação da capacidade da FPSO Marechal Duque de Caxias, em Mero”, informou a estatal em nota.
Pré-sal impulsiona o desempenho da estatal
As plataformas do tipo FPSO (Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência de Petróleo e Gás) são essenciais na exploração offshore e funcionam como navios que processam e armazenam o petróleo extraído em alto-mar.
Segundo a Petrobras, além das duas principais unidades, houve crescimento gradual da produção nas FPSOs Maria Quitéria (campo de Jubarte), Anita Garibaldi e Anna Nery (campos de Marlim e Voador), e Alexandre de Gusmão(campo de Mero).
A expansão reflete o avanço do programa de revitalização de campos maduros e a estratégia de maximizar a produtividade das áreas já em operação.
Ganhos de eficiência e novos poços
Outro fator determinante para o bom resultado foi a redução das perdas por paradas e manutenções, somada a um aumento da eficiência operacional nas Bacias de Campos e Santos.
De janeiro a setembro de 2025, a estatal registrou eficiência cerca de 3% superior à de 2024, com destaque para os campos de Tupi e Búzios, que figuram entre os mais produtivos do mundo.
“Neste trimestre, entraram em operação 11 novos poços produtores, sendo sete na Bacia de Campos e quatro na Bacia de Santos”, destacou a Petrobras.
O movimento reforça o compromisso da companhia com a expansão sustentável da produção, sem comprometer a segurança operacional e ambiental — áreas que continuam sob rigorosa fiscalização da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).
Perspectivas e estratégia
O avanço da produção ocorre em um momento de consolidação do portfólio do pré-sal como principal fonte de receita da Petrobras. A companhia tem priorizado projetos com alta rentabilidade e menor intensidade de carbono, alinhados ao plano estratégico 2024–2028, que prevê investimentos robustos em transição energética, mas ainda com forte base no petróleo.
Os campos de Búzios e Mero — ambos localizados na província petrolífera do pré-sal da Bacia de Santos — permanecem como pilares da produção nacional, sustentando o crescimento da companhia e a geração de caixa para novos investimentos.
Especialistas do setor apontam que a eficiência operacional alcançada em 2025 reforça a recuperação da estatal após um período de oscilação de produção nos anos anteriores. O desempenho positivo consolida o protagonismo do Brasil no mercado global de energia, especialmente em petróleo de baixo teor de enxofre, altamente demandado internacionalmente.
Importância para o cenário energético nacional
A expansão da produção contribui para aumentar a autossuficiência energética do país e fortalecer a balança comercial. A exportação de petróleo, que responde por parcela significativa das receitas externas brasileiras, deve continuar crescendo no último trimestre do ano, com potencial de impulsionar o superávit da conta-petróleo em 2025.
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Com os novos FPSOs atingindo capacidade plena e os poços adicionais entrando em operação, a Petrobras se posiciona para encerrar o ano com produção recorde e maior previsibilidade operacional. O resultado também reforça o papel da estatal na arrecadação de royalties e participações especiais, fundamentais para estados e municípios produtores.