Petrobras corta preço do querosene de aviação em 14,2% nas refinarias

Petrobras corta preço do querosene de aviação em 14,2% nas refinarias
Estatal reduz valor do combustível de aviões em R$ 0,93 por litro após três altas consecutivas/Rovena Rosa/Agência Brasil
Publicado em 01/06/2026 às 15:00

Da Redação de LexLegal

A Petrobras reduziu em 14,2% o preço de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras. A mudança entrou em vigor nesta segunda-feira (1º) e representa um alívio de R$ 0,93 por litro do insumo nas refinarias da estatal, onde os novos valores passam a oscilar entre R$ 5,48 e R$ 5,69 por litro.

O corte interrompe uma sequência de três reajustes mensais consecutivos para cima que acumularam alta de 54,5% desde janeiro, pressionada pelos impactos logísticos do bloqueio do Estreito de Ormuz decorrente dos conflitos armados no Oriente Médio.

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O combustível de aviação é o principal componente de custo das empresas aéreas nacionais, respondendo por 45% das despesas operacionais totais do setor de transporte de passageiros e cargas.

A direção da estatal justificou o recuo nas tabelas mensais ao apontar uma estabilização recente nos indicadores externos de energia. A companhia adota um modelo comercial próprio que suaviza picos abruptos de preço e evita o repasse diário da volatilidade do barril de petróleo para as refinarias nacionais.

Petrobras mantém parcelamento de compras e afasta risco de desabastecimento

“Reflete a atenuação do cenário de elevação das cotações internacionais”, explicou a Petrobras por meio de nota oficial distribuída ao mercado financeiro. A empresa acrescentou que sua política comercial segue uma “fórmula paramétrica contratual que funciona como amortecedor de curto prazo, resultando em reajustes mais moderados que os observados no mercado internacional”.

A Petrobras confirmou que o plano de financiamento que permite às distribuidoras parcelarem a aquisição do insumo em até seis vezes mensais continua ativo para o mês de junho. A medida foi criada para mitigar o impacto no fluxo de caixa das empresas parceiras e garantir o cumprimento integral do volume de combustível solicitado pelas companhias para o período. A estatal detém o controle de 85% do refino e da importação do insumo no Brasil, dividindo o restante do abastecimento com concorrentes privados em mercado livre.

O recuo promovido pela petroleira ocorre na esteira de ações coordenadas pelo governo federal para frear a inflação no setor de transportes. No último sábado (30), o Palácio do Planalto oficializou a prorrogação da alíquota zero do PIS/Cofins sobre o querosene até o dia 31 de julho. O Ministério da Defesa também concedeu moratória para as taxas de navegação devidas à Força Aérea Brasileira (FAB), adiando os pagamentos do terceiro trimestre para o fim do ano.

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“Essa medida contribui para diluir o impacto financeiro ao longo do tempo, favorecendo a adaptação gradual às novas condições de mercado”, explicou a companhia petrolífera ao justificar o suporte ao setor aéreo.

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