Petrobras assina contrato para construção de quatro navios

A Petrobras assinou o contrato para o início da construção de quatro navios, que fazem parte da estratégia de renovação da frota da companhia e também de fortalecimento da indústria naval brasileira.
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O anúncio foi feito durante a abertura da Navalshore 2025, maior feira da indústria marítima da América Latina, realizada no Rio de Janeiro até quinta-feira (21). O evento reuniu autoridades, empresários e especialistas do setor, em um momento considerado estratégico para o país retomar protagonismo na construção naval.
Segundo o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, as obras devem começar no Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul, operado pela Ecovix, e seguirão para a fase final de acabamento e comissionamento no Estaleiro Mac Laren, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. “Estamos diante de um marco importante para a retomada da indústria naval brasileira. Esses navios representam não apenas um reforço para a frota da Petrobras, mas também a oportunidade de gerar empregos qualificados e atrair investimentos para o setor”, destacou.
Durante a cerimônia, o secretário nacional de Hidrovias e Navegação do Ministério de Portos e Aeroportos, Dino Antunes Dias Batista, ressaltou a relevância das políticas públicas voltadas para o setor naval. “Isso tudo é a riqueza do Brasil, e o desenvolvimento dela só é possível por meio de políticas públicas de Estado. Esse tipo de evento tem papel fundamental para que a sociedade entenda a importância dessas políticas”, afirmou.
Já o presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha, chamou atenção para a demanda crescente por embarcações de apoio marítimo e pela reciclagem de navios e estruturas offshore no país. Segundo ele, a decisão da Petrobras cria um efeito multiplicador na cadeia produtiva, estimulando estaleiros, fornecedores de equipamentos e empresas de serviços especializados.
Além do impacto direto na geração de empregos e renda, a encomenda da Petrobras é vista como estratégica para reduzir a dependência de embarcações estrangeiras, fortalecer a logística de escoamento de petróleo e derivados e apoiar a expansão da produção offshore no pré-sal. Especialistas apontam ainda que a medida pode reaquecer um setor que sofreu forte retração na última década e precisa recuperar competitividade internacional.
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Com os quatro novos navios, a Petrobras reforça sua política de renovação da frota, alinhada à estratégia de longo prazo de modernização da companhia. A expectativa é que os estaleiros envolvidos contratem milhares de trabalhadores ao longo da obra, consolidando uma nova fase de investimentos na construção naval brasileira.