Paulinho da Força será relator do projeto da anistia na Câmara

Paulinho da Força será relator do projeto da anistia na Câmara
Hugo Motta anuncia Paulinho da Força como relator do projeto de anistia dos atos golpistas de 8 de janeiro/Lula Marques/Agência Brasil
Publicado em 18/09/2025 às 12:30

Da redação de LexLegal

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta quinta-feira (18) a escolha do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) como relator do projeto de lei (PL) da anistia, que poderá beneficiar condenados e investigados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

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“Tenho certeza que ele conduzirá as discussões do tema com o equilíbrio necessário”, afirmou Motta em rede social.

A votação de urgência do projeto foi aprovada na terça-feira (16), permitindo que o texto seja levado diretamente ao plenário, sem passar pelas comissões. Agora, caberá ao relator definir se o parecer contemplará uma anistia ampla e irrestrita, como pede a oposição ligada ao PL, ou se será mais restrito, com possibilidade de redução de penas e exclusão de determinados grupos.

O projeto em discussão é o PL 2.162/2023, de autoria do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), que propõe anistia a todos os que participaram ou apoiaram, de alguma forma, manifestações de caráter político ou eleitoral entre 30 de outubro de 2022 e a data de entrada em vigor da lei. A proposta também inclui apoio logístico, doações, publicações em redes sociais e outros atos de suporte.

No entanto, o texto original prevê exceções: crimes hediondos, terrorismo, homicídios e outros delitos graves não seriam abrangidos. Paulinho da Força deve apresentar alterações para tentar viabilizar um consenso entre governo e oposição.

Condenações no STF

O debate acontece em meio às condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a Jair Bolsonaro e aliados. O ex-presidente foi sentenciado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e outros crimes. Generais, assessores próximos e centenas de manifestantes também foram condenados.

Segundo a acusação aceita pelo STF, Bolsonaro pressionou comandantes das Forças Armadas a assinar um decreto para suspender o resultado eleitoral de 2022 e os poderes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Corte destacou ainda que entre os planos de apoiadores estava a possibilidade de assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.

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A escolha de Paulinho da Força para a relatoria é vista como uma tentativa de construir um relatório que consiga apoio de uma maioria ampla na Câmara.

SÃO PAULO WEATHER