Passagem de ônibus em São Paulo sobe para R$ 5,30 a partir desta terça-feira

Da redação de LexLegal
Quem utiliza ônibus municipais em São Paulo passa a pagar mais caro pela tarifa a partir desta terça-feira (6). O valor da passagem, que estava em R$ 5, foi reajustado para R$ 5,30, conforme anunciado pela prefeitura no fim de 2025.
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O aumento representa uma alta nominal de 6% em relação ao preço anterior. No mesmo período de um ano, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi de 4,5%. Na prática, o reajuste do transporte coletivo ficou acima da inflação acumulada no período.
Ao comunicar a decisão, a administração municipal argumentou que o valor da tarifa permaneceu congelado por um longo intervalo. Segundo a prefeitura, entre 2020 e 2025 houve apenas um reajuste, quando a passagem passou de R$ 4,40 para R$ 5, uma correção de 13,6%.
De acordo com o município, nesse mesmo intervalo de cinco anos, a inflação acumulada foi de 40,31%. “A correção atual para R$ 5,30 fica em menos da metade do valor inflacionário desses cinco anos”, informou a prefeitura, em nota divulgada no anúncio do aumento.
Outro ponto destacado pela administração municipal é o critério utilizado para o cálculo do reajuste. Em vez do IPCA, a prefeitura adota como referência o Índice de Preços ao Consumidor do Transporte Coletivo (IPC-Fipe Transporte Coletivo), calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Esse indicador apontou uma variação de 6,5% no acumulado de um ano, percentual próximo ao reajuste aplicado.
A prefeitura também reforçou que o valor pago pelo usuário não reflete o custo real do sistema. Segundo estudos técnicos do município, sem o subsídio bancado pelo poder público às empresas concessionárias, a tarifa do ônibus em São Paulo deveria ser de R$ 11,78.
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O reajuste ocorre em um contexto de pressão sobre os custos do transporte coletivo, que incluem combustível, manutenção da frota, salários e contratos de concessão, além do debate recorrente sobre o nível de subsídios públicos necessários para manter a tarifa em patamares considerados socialmente acessíveis.