Pará intensifica conservação de peixes-boi com resgate, reabilitação e soltura monitorada

Pará intensifica conservação de peixes-boi com resgate, reabilitação e soltura monitorada
Projeto no Pará une instituições para resgatar, reabilitar e reintegrar peixes-boi ameaçados de extinção, com atenção especial a filhotes órfãos/Divulgação/Inpa
Publicado em 09/08/2025 às 14:34

Da redação de LexLegal

No Pará, um projeto conjunto de instituições ambientais busca ampliar as chances de sobrevivência dos peixes-boi, espécie ameaçada de extinção na Amazônia e no litoral brasileiro. A iniciativa aposta na criação de estruturas e protocolos para reabilitar filhotes órfãos e outros animais resgatados, conduzindo-os até a reintegração ao habitat natural.

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O “Projeto de Conservação de Peixes-Boi no Estado do Pará” é desenvolvido pelo Instituto Bicho D’Água e pelo Ibama, com apoio institucional do Museu Paraense Emílio Goeldi. A proposta foca na reabilitação, aclimatação e soltura monitorada dos mamíferos aquáticos, com atenção especial a filhotes que perderam as mães, frequentemente vítimas de caça ilegal.

Atualmente, o peixe-boi marinho é classificado como “Em perigo” e o amazônico como “Vulnerável”, segundo listas oficiais de conservação. A estratégia envolve parcerias com a Universidade Federal do Pará e com o Centro de Reabilitação de Fauna Aquática, em Castanhal, que acolhe os animais encontrados encalhados na região do Baixo Amazonas.

Após o período inicial de cuidados, os peixes-boi serão transferidos para um recinto de aclimatação que será construído em Soure, na Ilha do Marajó. A estrutura terá capacidade para até oito animais e servirá de transição para o retorno ao ambiente natural.

Segundo o Instituto Bicho D’Água, 50 peixes-boi estão atualmente em processo de reabilitação no estado, sendo a maioria filhotes órfãos. Somente neste ano, 21 mamíferos foram resgatados no oeste paraense e na Ilha do Marajó. Após a soltura, cada indivíduo será monitorado por cerca de dois anos, permitindo avaliar a adaptação e coletar dados científicos que apoiem futuras ações de conservação.

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Especialistas destacam que o sucesso de programas desse tipo depende de combate efetivo à caça e à degradação dos ecossistemas aquáticos. Além de preservar a biodiversidade, a recuperação populacional dos peixes-boi é vista como indicativo de saúde ambiental para toda a região amazônica.

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