Orçamento de 2026 prevê alta de R$ 168 bilhões nas despesas do governo

Orçamento de 2026 prevê alta de R$ 168 bilhões nas despesas do governo
Proposta de Orçamento de 2026 prevê aumento de R$ 168 bilhões nas despesas, com maior impacto na Previdência e no funcionalismo/Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Publicado em 31/08/2025 às 15:00

Da redação de LexLegal

O projeto de lei do Orçamento de 2026, enviado nesta sexta-feira (29) ao Congresso Nacional, prevê que as despesas do governo federal cresçam R$ 168 bilhões, o equivalente a uma alta de 7,4% em relação a 2025. O aumento atinge o teto máximo permitido de 2,5% de crescimento real acima da inflação, conforme estabelecido pelo novo arcabouço fiscal.

Pelo marco fiscal, os gastos podem crescer acima da inflação dentro de uma banda que varia entre 0,6% e 2,5%, vinculada à evolução das receitas. O mecanismo define que as despesas aumentem até 70% da alta real da arrecadação nos 12 meses encerrados em junho do ano anterior. Para 2026, esse cálculo levou em conta o período entre julho de 2024 e junho de 2025.

Como a previsão oficial indica um crescimento real de 6,37% das receitas, a aplicação da regra resultaria em expansão de 4,46% das despesas. No entanto, o teto limitou a alta ao IPCA acumulado no período (5,35%) somado ao percentual máximo de 2,5%, fechando em 7,4%.

Receitas e despesas totais

O Orçamento de 2026 projeta R$ 3,186 trilhões em receitas primárias. Já as despesas primárias alcançam R$ 3,195 trilhões, sendo que R$ 2,428 trilhões estão dentro do limite do arcabouço e R$ 767,3 bilhões ficam fora do teto fiscal.

Onde estão os aumentos

Do total de R$ 168 bilhões adicionais, R$ 153,7 bilhões referem-se a despesas obrigatórias. Os principais aumentos estão em:

  • Previdência Social: +R$ 89 bilhões
  • Gastos com funcionalismo público: +R$ 39,7 bilhões
  • Abono salarial e seguro-desemprego: +R$ 8,8 bilhões
  • Bolsa Família e obrigatórias com controle de fluxo: +R$ 8,8 bilhões

Pisos constitucionais e investimentos

O texto também estabelece os valores mínimos exigidos para áreas estratégicas:

  • Saúde: R$ 245,5 bilhões (15% da Receita Corrente Líquida)
  • Educação: R$ 133,7 bilhões (18% da Receita Líquida de Impostos)
  • Investimentos: R$ 83 bilhões (0,6% do PIB estimado para 2026)

Com esses números, o governo atinge os pisos constitucionais previstos e mantém a regra de investimento mínimo fixada pelo arcabouço fiscal.

SÃO PAULO WEATHER