Opep+ eleva produção após bloqueio de Ormuz e tenta conter choque no petróleo

Opep+ eleva produção após bloqueio de Ormuz e tenta conter choque no petróleo
Oferta extra busca reduzir pressão causada pela guerra no Oriente Médio/Arte/LexLegal
Publicado em 02/03/2026 às 8:00

Da redação de LexLegal

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) anunciou neste domingo (1º) um aumento de 206 mil barris por dia na produção de petróleo a partir de abril de 2026. A decisão ocorre em meio à escalada militar no Oriente Médio e ao bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia.

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O movimento foi definido após ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã desde sábado (28). Em resposta, Teerã passou a mirar bases militares na região, inclusive em países produtores de petróleo, elevando o risco de desorganização do abastecimento internacional.

Participaram da reunião virtual Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã. No comunicado final, o grupo informou que a medida reverte parcialmente os cortes de 1,65 milhão de barris por dia adotados em abril de 2023.

O objetivo é ampliar a oferta em um momento de forte incerteza. O petróleo fechou a sexta-feira (27) a US$ 73 o barril, o maior patamar desde julho, refletindo o temor de um conflito regional mais amplo — cenário que se confirmou no fim de semana.

Estreito de Ormuz sob tensão

Com o avanço dos ataques, o Estreito de Ormuz foi fechado no sábado por razões de segurança, segundo a imprensa iraniana. A passagem é considerada um gargalo estratégico: por ali transita mais de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo.

Pelo menos 150 petroleiros aguardam em águas abertas do Golfo Pérsico, enquanto dezenas estão retidos do outro lado do estreito.

As informações se baseiam em dados de rastreamento da plataforma MarineTraffic, que monitora a movimentação de embarcações em tempo real.

Segundo a Opep+, os países seguirão acompanhando de perto o mercado. “Os países continuarão monitorando e avaliando atentamente as condições de mercado e reafirmam a importância de adotar uma abordagem cautelosa e manter total flexibilidade para aumentar, suspender ou reverter os ajustes voluntários de produção”, informou o grupo.

Nova avaliação em abril

A próxima reunião dos oito países está marcada para 5 de abril, quando serão reavaliadas as condições do mercado, o nível de cumprimento dos acordos e eventuais mecanismos de compensação.

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Analistas avaliam que a decisão tenta sinalizar estabilidade em um momento de choque geopolítico, mas alertam que o impacto efetivo dependerá da duração do conflito e da reabertura do Estreito de Ormuz. Enquanto isso, preços elevados e volatilidade seguem no radar de governos, empresas e consumidores.

SÃO PAULO WEATHER