Oito pessoas estão foragidas após megaoperações contra fraudes no setor de combustíveis

Oito pessoas estão foragidas após megaoperações contra fraudes no setor de combustíveis
Polícia Federal segue em busca de oito foragidos após operações que miraram esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis/Divulgação/Policia Federal
Publicado em 29/08/2025 às 16:00

Da redação de LexLegal

Oito pessoas seguem foragidas após a deflagração das operações Quasar, Tank e Carbono Oculto, realizadas pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (28) contra esquemas bilionários de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. Dos 14 mandados de prisão expedidos pela Justiça, apenas seis foram cumpridos, o que levantou a suspeita de vazamento de informações.

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Operação Tank, considerada a mais ampla entre as três, mirou “uma das maiores redes de lavagem de dinheiro já identificadas no Paraná”, segundo o Ministério da Justiça. A investigação aponta que o grupo criminoso, ativo desde 2019, teria movimentado mais de R$ 23 bilhões por meio de uma rede que envolvia centenas de empresas, incluindo postos de combustíveis, distribuidoras, holdings, companhias de cobrança e até instituições de pagamento autorizadas pelo Banco Central.

Em coletiva de imprensa, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, chamou atenção para o baixo número de capturas. “O fato de apenas seis dos 14 alvos terem sido encontrados não é uma estatística normal das operações da PF”, afirmou.

Operações paralelas

Além da Tank, outras duas frentes complementares foram deflagradas. A Operação Quasar investigou uma “organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituições financeiras”, que utilizava fundos de investimento para ocultar patrimônio de origem ilícita, com indícios de ligação a facções criminosas.

Já a Operação Carbono Oculto teve como alvo um “sofisticado esquema de fraudes, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis”, revelando a complexidade das conexões entre o crime organizado, o mercado financeiro paralelo e empresas de fachada.

As apurações seguem em andamento, e novas diligências devem ser realizadas nos próximos dias para localizar os foragidos e aprofundar a identificação das ramificações empresariais do esquema.

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