Nasa cancela estação orbital e foca em base de US$ 20 bilhões na superfície da Lua

Nasa cancela estação orbital e foca em base de US$ 20 bilhões na superfície da Lua
Mudança estratégica no programa Artemis prioriza infraestrutura terrestre em vez do Gateway/NASA
Publicado em 25/03/2026 às 11:30

Da redação de LexLegal

A Nasa anunciou nesta terça-feira (24) o cancelamento dos planos para a estação espacial Lunar Gateway, que orbitaria a Lua. O novo chefe da agência espacial americana, Jared Isaacman, confirmou que os componentes e recursos do projeto serão redirecionados para a construção de uma base de US$ 20 bilhões diretamente na superfície lunar, com previsão de conclusão em sete anos.

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Isaacman, que assumiu o cargo em dezembro, detalhou as mudanças no programa Artemis durante evento em Washington. Segundo o administrador, a prioridade agora é estabelecer uma infraestrutura que suporte operações humanas sustentadas no solo lunar. A estação Gateway, cujos módulos já estavam em fase avançada de construção pelas empresas Northrop Grumman e Vantor (antiga Maxar), servia originalmente como plataforma de pesquisa e ponto de transferência para pousos.

O reaproveitamento do hardware projetado para o espaço em uma base de superfície apresenta desafios técnicos complexos. No entanto, a agência pretende honrar compromissos com parceiros internacionais e reutilizar equipamentos para acelerar o novo cronograma. A guinada estratégica ocorre em meio ao avanço da China, que planeja seu próprio pouso tripulado na Lua para 2030, aumentando a pressão sobre o setor aeroespacial dos Estados Unidos.

As alterações impostas nas últimas semanas estão reformulando contratos bilionários e exigindo adaptação imediata das empreiteiras. A nova diretriz de Isaacman foca na urgência de consolidar a presença americana no solo lunar antes do fim da década, transformando o Artemis em um programa de ocupação direta em vez de exploração orbital.

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A decisão marca o fim de um dos pilares mais tradicionais da exploração lunar recente. Com o cancelamento do Gateway em sua forma original, a Nasa aposta todas as fichas na viabilidade de uma colônia autossustentável, alterando profundamente a logística de transporte e permanência dos astronautas no satélite natural da Terra.

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