Na Alemanha, Lula defende parceria com Europa na descarbonização

Na Alemanha, Lula defende parceria com Europa na descarbonização
Lula e o chanceler alemão Friedrich Merz durante a abertura da Hannover Messe 2026, na Alemanha/Ricardo Stuckert / PR
Publicado em 20/04/2026 às 6:00

Da Redação de LexLegal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a abertura da Hannover Messe, na Alemanha, neste domingo (19), para atacar a escalada militar no Oriente Médio e propor uma aliança verde com a Europa. Diante do chanceler Friedrich Merz, Lula chamou o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã de “maluquice” e alertou para o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho.

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O petista ofereceu o Brasil como parceiro estratégico para a descarbonização da indústria europeia, desde que o bloco reduza barreiras comerciais. “Para isso, é essencial que as regras do bloco levem em conta a matriz energética limpa utilizada em nossos processos produtivos”, afirmou.

IA e o futuro do trabalhador

Ao tratar de tecnologia, Lula equilibrou o entusiasmo pela produtividade com críticas ao uso bélico da inovação. Segundo o presidente, a inteligência artificial não pode servir apenas para selecionar alvos militares sem moralidade.

No campo doméstico, reforçou a defesa pelo fim da escala 6×1 e pediu que empresários considerem o fator humano na automação. “Se a inteligência artificial causar o bem que nós queremos, é preciso que nos lembremos que, por trás de cada invenção, tem um ser humano. Se ele não tiver mercado de trabalho, o mundo só tende a piorar”, disse.

Geopolítica, petróleo e segurança alimentar

O presidente vinculou a inflação dos alimentos e a crise de fertilizantes aos gastos globais de US$ 2,7 trilhões em armamentos. Lula cobrou responsabilidade dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e defendeu a reformulação da OMC para combater o protecionismo.

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Sobre o acordo Mercosul-União Europeia, o presidente confirmou a vigência em menos de duas semanas. “Daqui a menos de duas semanas, entrará em vigor o acordo que cria um mercado de quase 720 milhões de pessoas e um PIB de 22 trilhões de dólares”, destacou, sob aplausos.

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