MPSP denuncia oito por execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes

Da redação de LexLegal
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou oito suspeitos pela execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil e então secretário de Administração de Praia Grande, Ruy Ferraz Fontes, assassinado em 15 de setembro na Baixada Santista. A acusação foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
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Segundo o MPSP, eles devem responder por homicídio qualificado, duas tentativas de homicídio, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, favorecimento pessoal e participação em organização criminosa armada. Um dos investigados morreu durante tentativa de prisão.
Em nota, o órgão afirmou: “Segundo a investigação da Polícia Civil, os denunciados planejaram e executaram a vítima, que atuou por mais de 40 anos na instituição e era alvo de uma ordem emitida pelo alto escalão do Primeiro Comando da Capital (PCC) para eliminá-lo por conta da sua atuação contra a facção”.
Fontes comandou a Polícia Civil entre 2019 e 2020. Após a aposentadoria, assumiu a Secretaria de Administração de Praia Grande.
Investigação aponta tensão com licitação
O jornalista Josmar Jozino, especialista em crime organizado, publicou que, segundo o inquérito, a esposa do ex-delegado relatou à polícia que ele estava “nervoso e preocupado” com uma licitação ligada à Secretaria de Planejamento nos dias anteriores ao ataque. O conteúdo da disputa ainda não foi detalhado.
PCC preparou o crime por meses
As apurações indicam que o PCC começou a estruturar o ataque em março de 2025, com furto de veículos, compra de armas e escolha de imóveis para logística na região. O assassinato ocorreu em formato de emboscada: na saída da prefeitura, criminosos armados com fuzis dispararam dezenas de tiros contra o carro do ex-delegado.
Dois transeuntes foram atingidos, o que motivou as denúncias por tentativa de homicídio. Após o ataque, parte do grupo incendiou um dos veículos utilizados e fugiu.
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Em nova nota, o MPSP afirmou: “No dia do crime, os executores emboscaram a vítima na saída da prefeitura de Praia Grande, efetuando dezenas de disparos com fuzis. Após a execução, os criminosos atearam fogo em um dos veículos utilizados e se dispersaram”. O caso segue sob investigação.