MP-SP investiga morte de mulher baleada por PM na zona leste de São Paulo

MP-SP investiga morte de mulher baleada por PM na zona leste de São Paulo
O Ministério Público de São Paulo vai periciar imagens de câmeras corporais para apurar a conduta dos PMs/Marcelo Camargo/Agência Brasil
Publicado em 08/04/2026 às 15:00

Da redação de LexLegal

O Ministério Público de São Paulo assumiu a investigação da morte de Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, baleada por um policial militar na última sexta-feira (3). O caso ocorreu no bairro de Cidade Tiradentes, na zona leste da capital, durante uma abordagem que começou após um incidente de trânsito.

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Promotores do Grupo de Atuação Especial de Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial (GAESP) foram designados para apurar as circunstâncias do disparo. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos, gerando novos questionamentos sobre o uso da força por agentes do Estado.

Abordagem começou após braço bater em retrovisor de viatura

O relato do companheiro da vítima aponta que a confusão teve início por um motivo banal. Segundo ele, o casal caminhava pela rua quando ele se desequilibrou e acabou batendo o braço no retrovisor de uma viatura da Polícia Militar que passava pelo local.

Os agentes pararam o veículo para averiguar a situação, o que desencadeou um princípio de tumulto. Os policiais envolvidos alegaram que foi necessário o uso da força para conter o casal, momento em que Thawanna foi atingida pelo tiro. A versão dos agentes e a proporcionalidade da reação serão o foco central do inquérito conduzido pelo Ministério Público.

Afastamento de policiais e análise de câmeras corporais

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que Thawanna foi levada ao Hospital Tiradentes, mas morreu logo após o atendimento. Como medida imediata, a pasta informou que os policiais envolvidos no caso foram afastados do serviço operacional até a conclusão das investigações.

Um elemento determinante para o esclarecimento dos fatos será o conteúdo das câmeras acopladas aos uniformes dos PMs. As imagens das câmeras corporais serão analisadas e encaminhadas às autoridades responsáveis, podendo confirmar se houve ameaça real aos agentes ou se o disparo foi injustificado.

O GAESP atuará no controle externo da atividade policial para garantir que não haja corporativismo na condução do caso. A investigação busca esclarecer se o protocolo de abordagem foi seguido ou se houve abuso de autoridade seguido de homicídio.

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Em Cidade Tiradentes, o clima é de consternação entre familiares e vizinhos, que cobram celeridade na punição dos responsáveis. O Ministério Público reforçou que a apuração será rigorosa para determinar se a intervenção policial, que resultou na morte de uma mulher desarmada, foi pautada pela legalidade ou pelo excesso punível.

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