Moraes manda investigar ameaças contra Flávio Dino e aciona redes sociais

Da redação de LexLegal
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de uma investigação para apurar as ameaças feitas contra o ministro Flávio Dino em redes sociais. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal (PF), que já havia solicitado que o caso fosse analisado pela Corte.
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As intimidações contra Dino ganharam força no último dia 10 de setembro, quando o magistrado relatou ter recebido “ameaças graves” à sua vida e integridade física após votar pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus no processo da trama golpista de janeiro de 2023.
Conexão com milícias digitais
De acordo com a PF, as mensagens hostis estariam ligadas a grupos de milícias digitais que atuaram durante o governo Bolsonaro. Para os investigadores, a ofensiva virtual integra uma estratégia organizada de intimidação de autoridades, e por isso deve ser alvo de apuração direta pelo STF.
Na decisão, Moraes também determinou que as empresas Meta, TikTok e YouTube entreguem, no prazo de 48 horas, os dados cadastrais de 50 perfis identificados como responsáveis pelas ameaças. A medida busca garantir a rastreabilidade dos autores e viabilizar eventuais responsabilizações criminais.
Este não é o primeiro episódio envolvendo ataques a Flávio Dino. Recentemente, a Polícia Federal indiciou uma mulher que tentou agredir o ministro durante um voo entre São Luís e Brasília. A passageira, que não teve o nome divulgado, vai responder por injúria e incitação ao crime.
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O caso reforça o debate sobre a escalada de violência política no país e a necessidade de responsabilizar quem utiliza redes sociais para atacar autoridades públicas. A decisão de Moraes também reafirma a posição do STF de que ameaças virtuais contra membros da Corte têm repercussão institucional e devem ser enfrentadas com rigor.