Moraes exige relatórios diários sobre tornozeleiras de acusados ligados a Bolsonaro

Moraes exige relatórios diários sobre tornozeleiras de acusados ligados a Bolsonaro
Plenário virtual derruba decisão do STJ e livra INSS de impacto de R$ 154 bilhões/Agência Brasil
Publicado em 02/10/2025 às 16:30

Da redação de LexLegal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que sejam enviados relatórios diários sobre o funcionamento das tornozeleiras eletrônicas utilizadas por oito investigados em processos que tramitam na Corte.

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A decisão obriga as secretarias de Administração Penitenciária do Distrito Federal, de Alagoas e do Rio de Janeiro a fornecer informações detalhadas sobre possíveis registros de falhas de sinal, violações ou descumprimento das medidas cautelares impostas.

Quem são os monitorados

A ordem de Moraes atinge figuras de destaque da política e da segurança pública, todas investigadas em processos relacionados à tentativa de abalo institucional após as eleições de 2022:

  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça
  • Filipe Martins, ex-assessor da Presidência
  • Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal
  • Fernando Collor, ex-presidente da República
  • Daniel Silveira, ex-deputado federal
  • Chiquinho Brazão, ex-deputado federal
  • Roberto Jefferson, ex-deputado federal

Decisão cautelar

Nos despachos assinados, Moraes não aponta indícios de irregularidades no monitoramento já realizado. O objetivo é garantir que eventuais falhas técnicas ou tentativas de descumprimento das condições sejam comunicadas imediatamente ao STF, permitindo resposta rápida da Justiça.

A tornozeleira eletrônica é um mecanismo de vigilância que permite acompanhar em tempo real a localização de acusados submetidos a medidas cautelares alternativas à prisão. No caso desses oito nomes, a medida busca reforçar o controle judicial sobre figuras de alta relevância política.

A determinação ocorre em um momento de tensão entre o Supremo e setores políticos que apoiam os investigados. O monitoramento contínuo reforça a estratégia da Corte de manter sob vigilância os acusados até que haja decisões definitivas sobre seus casos.

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O envio das informações em tempo real deve servir como base para futuras deliberações do ministro e do plenário do STF, caso sejam detectadas violações ou tentativas de obstrução processual.

SÃO PAULO WEATHER