Moraes: agenda de general e documentos da Abin provam trama golpista

Moraes: agenda de general e documentos da Abin provam trama golpista
As sessões estão programadas para ocorrer até sexta-feira (12), com votos previstos dos ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente do colegiado/Antonio Augusto/STF
Publicado em 09/09/2025 às 13:00

Da redação de LexLegal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (9) que anotações em uma agenda do general Augusto Heleno e documentos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) são evidências de que a tentativa de golpe de Estado em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro começou a ser planejada ainda em 2021.

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Durante a sessão, Moraes rebateu a versão das defesas de que se tratariam apenas de reflexões pessoais sem caráter criminoso. Ele exibiu imagens da agenda apreendida pela Polícia Federal com apontamentos sobre como desacreditar o processo eleitoral e o Judiciário.

“Não é razoável achar normal que um general quatro estrelas do Exército, ministro do GSI, tenha uma agenda com anotações golpistas, preparando a execução de atos para deslegitimar as eleições, o Poder Judiciário e para se perpetuar no poder”, disse Moraes. “Não consigo entender como alguém pode achar normal, em pleno século XXI, uma agenda golpista”, completou.

O relator destacou que houve coincidência entre as anotações do ex-ministro do GSI e os documentos encontrados no celular de Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, como a proposta de usar a Advocacia-Geral da União (AGU) para legitimar descumprimentos de decisões judiciais. Para Moraes, isso demonstra “unidade de desígnios” entre os acusados, que teriam transformado a Abin em “central de contrainteligência” para monitorar adversários e até ministros do Supremo.

O julgamento, retomado nesta terça-feira pela Primeira Turma, pode levar à condenação de Bolsonaro e outros sete aliados, acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de integrar o núcleo central da trama golpista. Estão entre os réus ex-ministros da Defesa, o ex-comandante da Marinha, além de Mauro Cid e Braga Netto. Eles respondem por crimes como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

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As sessões estão programadas para ocorrer até sexta-feira (12), com votos previstos dos ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente do colegiado.

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