Montadoras pedem credenciamento de modelos populares no programa de IPI zero para carros sustentáveis

Montadoras pedem credenciamento de modelos populares no programa de IPI zero para carros sustentáveis
Além da isenção para veículos de entrada sustentáveis, o programa estabelece o chamado IPI Verde: uma alíquota base de 6,3% para carros de passeio e de 3,9% para veículos comerciais leves/Joédson Alves/Agência Brasil
Publicado em 13/07/2025 às 14:00

Da redação de LexLegal

Cinco grandes montadoras que operam no Brasil — General Motors (Chevrolet), Renault, Volkswagen, Hyundai e Stellantis (Fiat) — solicitaram ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) o credenciamento de modelos compactos no programa Carro Sustentável, que concede isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a veículos com menor impacto ambiental.

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A lista enviada na sexta-feira (11) inclui versões dos modelos Chevrolet Onix, Renault Kwid, Volkswagen Polo, Hyundai HB20, Fiat Argo e Fiat Mobi. Todos se enquadram nas categorias exigidas pelo programa para receber a alíquota zero do imposto, válido até dezembro de 2026.

Para obter o benefício fiscal, os veículos precisam cumprir quatro requisitos: emissão inferior a 83 gramas de gás carbônico (CO₂) por quilômetro rodado; mais de 80% de materiais recicláveis na composição; fabricação integral em território nacional — incluindo etapas como soldagem, pintura, montagem e fabricação do motor; e enquadramento na categoria de carro compacto, que compreende os modelos de entrada das marcas.

O programa Carro Sustentável é parte do Mover (Programa Nacional de Mobilidade Verde e Inovação), que visa incentivar a descarbonização da frota nacional e estimular a produção local de veículos mais limpos e eficientes. A iniciativa prevê R$ 19,3 bilhões em créditos financeiros entre 2024 e 2028 e pode gerar até R$ 190 bilhões em investimentos no setor automotivo, segundo projeções da cadeia produtiva.

Novo modelo de tributação

Além da isenção para veículos de entrada sustentáveis, o programa estabelece o chamado IPI Verde: uma alíquota base de 6,3% para carros de passeio e de 3,9% para veículos comerciais leves, ajustada de acordo com critérios ambientais e tecnológicos. Entre os fatores considerados estão eficiência energética, tecnologia de propulsão, potência, nível de segurança e índice de reciclabilidade.

Com esse novo formato, a cobrança do imposto se torna variável. Por exemplo, um carro híbrido-flex com bons indicadores de eficiência pode ter a alíquota reduzida de 6,3% para 2,8%, somando os bônus previstos. A expectativa do governo é que cerca de 60% dos veículos vendidos no Brasil tenham redução no IPI, sem gerar renúncia fiscal, já que os aumentos em modelos menos sustentáveis compensarão os descontos.

O decreto que instituiu a nova tabela do IPI foi assinado em julho e vale até a implementação do novo sistema tributário, após a reforma tributária. A medida busca preparar o setor automotivo para as mudanças e acelerar a transição para tecnologias mais limpas.

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O anúncio oficial do programa ocorreu em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, além de representantes do setor automotivo. Segundo o governo, o modelo de “soma zero” do IPI garante equilíbrio fiscal ao mesmo tempo que incentiva práticas sustentáveis.

SÃO PAULO WEATHER