Ministro da Fazenda critica Rondônia por rejeitar corte de ICMS sobre diesel

Ministro da Fazenda critica Rondônia por rejeitar corte de ICMS sobre diesel
Dario Durigan diz que recusa do governador Coronel Marcos Rocha em aderir a pacto nacional para frear preço dos combustíveis tem fundo político/Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Publicado em 06/05/2026 às 15:00

Da Redação de LexLegal

O Ministério da Fazenda criticou a decisão de Rondônia de ficar de fora do acordo nacional para diminuir o ICMS sobre o óleo diesel. O plano federal tenta conter os reflexos no mercado interno da disparada do petróleo, impulsionada pelos conflitos armados no Oriente Médio. De acordo com a pasta, a recusa do governo estadual isola a unidade federativa, já que todas as demais 26 administrações estaduais aderiram ao modelo emergencial de redução tributária.

Rondônia tem economia e abastecimento altamente dependentes do modal de transporte rodoviário, o que eleva o impacto local da alta de combustíveis. A Fazenda argumenta que governadores alinhados à oposição ao Palácio do Planalto aceitaram a redução do imposto estadual para proteger o consumo local e atenuar a inflação ao consumidor.

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Reação do ministério e acusações de conduta partidária

O titular do ministério afirmou que a decisão do Executivo rondoniense carece de fundamentação econômica, atribuindo o posicionamento a divergências partidárias. O Estado é chefiado pelo governador Coronel Marcos Rocha, filiado ao PSD.

“É lamentável que a gente tenha questões políticas orientando essa decisão neste momento em que estamos fazendo um esforço nacional em benefício da população” disse Dario Durigan, ministro da Fazenda. Segundo Durigan, o governo federal deve apresentar o cenário ao presidente da República para analisar ações compensatórias voltadas aos consumidores do estado.

Comparação com outras gestões estaduais

O ministério reforçou que a resistência técnica ao modelo não se sustenta, dado o consenso alcançado com as demais secretarias de Fazenda do país. O governo federal aponta que mesmo Estados com forte enfrentamento legislativo no Congresso Nacional validaram o corte tarifário temporário.

“Estados com governadores de oposição, que têm uma série de discussões duras conosco no Congresso Nacional, aderiram porque sentiram essa demanda” disse o ministro. Para Durigan, a ausência de Rondônia no convênio tributário prejudica diretamente o setor produtivo e a população do estado.

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A recusa de Rondônia deve concentrar debates nas próximas reuniões do Conselho Nacional de Política Fazendária, enquanto o governo federal mapeia saídas jurídicas para aplicar socorros regionais de abastecimento.

SÃO PAULO WEATHER