Mercado eleva projeção da inflação e IPCA estoura teto da meta em 2026

Da Redação de LexLegal
O mercado financeiro elevou a previsão da inflação oficial para 4,89% em 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (4). O novo número rompe o limite máximo de 4,5% estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A pressão é alimentada pela alta dos combustíveis decorrente da guerra no Oriente Médio, que já força reajustes sucessivos nas estimativas de preços há dois meses.
A meta central de inflação é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Com a alta acumulada em transportes e alimentação, o índice mensal fechou março em 0,88%. O cenário dificulta o controle do custo de vida, mesmo com a taxa básica de juros, a Selic, figurando em patamares elevados para tentar conter o consumo.
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Juros e a estratégia do Banco Central
Atualmente em 14,5% ao ano, a Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual na última semana pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Foi o segundo corte seguido, após um longo período de dez meses em que os juros ficaram estacionados em 15%, o maior nível em duas décadas. O Banco Central informou que monitora o prolongamento do conflito internacional para decidir os próximos passos em junho.
Para analistas, a taxa deve encerrar o ano em 13%. Quando o BC mantém juros altos, o objetivo é encarecer o crédito para frear a demanda e, consequentemente, segurar os preços. Por outro lado, a medida acaba dificultando uma expansão mais robusta da economia.
PIB e cotação do dólar
A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 permanece em 1,85%. O resultado é mais modesto que o registrado em 2025, quando o país cresceu 2,3% impulsionado pela agropecuária. Já a projeção para o dólar ao fim deste ano ficou em R$ 5,25.
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As instituições financeiras preveem que a economia manterá um ritmo de expansão de 2% apenas a partir de 2028, condicionado à queda gradual dos juros para a casa dos 10%. Até lá, o câmbio e a inflação devem seguir como os principais termômetros da instabilidade externa sobre o bolso do brasileiro.