Mendonça libera perícias travadas da PF no caso do Banco Master

Mendonça libera perícias travadas da PF no caso do Banco Master
Relator das investigações do Banco Master defende sobriedade, responsabilidade e calma para decidir em meio à pressão/Carlos Moura/SCO/STF
Publicado em 20/02/2026 às 14:00

Da redação de LexLegal

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a retomada total das investigações da Polícia Federal sobre supostas fraudes no Banco Master. A decisão ocorre uma semana após o magistrado assumir a relatoria do caso, anteriormente conduzido pelo ministro Dias Toffoli.

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A PF agora tem aval para realizar depoimentos de investigados e testemunhas, além de acelerar a análise de cerca de 100 aparelhos eletrônicos apreendidos. Mendonça permitiu que o material seja compartilhado entre diferentes setores da corporação para evitar que a perícia demore mais de 20 semanas para ser concluída por apenas um agente.

“A adoção do fluxo ordinário de trabalho pericial da instituição [e] a realização de diligências ordinárias que se façam eventualmente necessárias estão autorizadas”, decidiu o ministro. Ele ressaltou que o sigilo deve ser mantido rigorosamente entre as autoridades envolvidas, vetando o acesso de superiores hierárquicos aos dados sensíveis.

Antes da troca de relatoria, o acesso às informações estava restrito e os peritos eram indicados nominalmente por Toffoli. Mendonça, embora tenha dado autonomia para as diligências em curso, determinou que qualquer novo inquérito sobre o banco deve passar por sua aprovação prévia e fundamentada.

“Somente as autoridades policiais e agentes diretamente envolvidos na análise e condução dos procedimentos reciprocamente compartilhados é que devem ter conhecimento das informações acessadas, o que lhes impõe o dever de sigilo profissional, inclusive em relação aos superiores hierárquicos e outras autoridades públicas”, completou o magistrado.

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A instauração de qualquer nova investigação deve ser expressa e fundamentadamente requerida ao relator. A medida visa organizar o fluxo de trabalho da PF e garantir que as provas colhidas nos dispositivos eletrônicos sejam processadas com celeridade antes de novos desdobramentos judiciais.

SÃO PAULO WEATHER