Mattos Filho e Lefosse assessoram Vinci na aquisição da gestora Verde Asset

Mattos Filho e Lefosse assessoram Vinci na aquisição da gestora Verde Asset
Fusões e aquisições entre gestoras vêm se intensificando, impulsionadas pela necessidade de escala operacional, tecnologia de análise de dadose diversificação de produtos financeiros/Freepik
Publicado em 14/10/2025 às 9:30

Da redação de LexLegal

A aquisição da Verde Asset Management pela Vinci Compass marcou um dos negócios mais relevantes do mercado financeiro brasileiro em 2025, consolidando o movimento de concentração no setor de gestão de ativos. A operação teve assessoria jurídica dos escritórios Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados, representando a Vinci, e Lefosse Advogados, que assessorou os acionistas da Verde e da Lumina Capital.

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O acordo foi estruturado em duas etapas: a aquisição inicial de 50,1% das ações no fechamento da operação e a compra dos 49,9% restantes em até cinco anos. Nesse período, os principais executivos da Verde Asset passarão a integrar a Vinci Compass como sócios, com parte das ações recebidas sujeitas a cláusulas de lock-up — ou seja, restrições à venda por um prazo determinado — com liberações parciais ao longo de cinco anos.

A transação representa a união de duas gestoras de grande porte e tradição no mercado de investimentos. A Verde Asset Management, reconhecida por sua atuação em fundos multimercado e de crédito, soma mais de duas décadas de histórico e gestão liderada por profissionais de destaque no mercado. Já a Vinci Compass, braço da Vinci Partners voltado à gestão de recursos para clientes de alta renda e institucionais, amplia significativamente sua presença com a incorporação da Verde.

O modelo de aquisição escalonada, com integração gradual e participação societária dos executivos, é comum em transações envolvendo gestoras independentes. Esse formato busca garantir transição estável de governança e alinhamento de interesses entre os novos sócios e o grupo comprador, especialmente em um segmento em que o capital humano e a reputação têm papel determinante no valor do negócio.

Assessoria jurídica

Vinci Compass foi assessorada pelo Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados, cuja equipe foi composta pelos sócios Victor Gelli CavalcantiMarina Procknor e Andrea Bazzo Lauletta, com apoio dos advogados Lívia LimaLuiza Marques dos Santos e Danilo Oliveira.

Do outro lado, os acionistas da Verde Asset Management e da Lumina Capital foram representados pelo Lefosse Advogados, sob a liderança dos sócios Laura Affonso e Luiz Octavio Lopes, com atuação das associadas Fabiana UkeiLais SousaBarbara Navega e Felipe Augusto Madruga de Sousa.

As equipes jurídicas internas também tiveram papel importante na condução das tratativas: Rafaela Garcia, pela Verde Asset; Renata Sardenberg, pela Lumina Capital; e Carolina Sussekind, pela Vinci Capital.

Relevância estratégica

A aquisição reforça a tendência de consolidação no mercado de gestão de investimentos, que tem atraído atenção de grandes conglomerados financeiros e investidores institucionais. A movimentação ocorre em um contexto de maior competição, margens pressionadas e busca por escala operacional, especialmente após a expansão do número de gestoras independentes na última década.

Para a Vinci, a operação representa um avanço relevante na diversificação de portfólio e expansão da base de clientes, além de reforçar sua atuação em estratégias multimercado — segmento no qual a Verde é referência histórica. Já para a Verde, o negócio amplia a capacidade de distribuição e oferece acesso a novos canais de investimento, mantendo autonomia técnica na gestão.

No mercado financeiro, lock-up é o período em que os acionistas ficam impedidos de vender suas participações — um mecanismo usado para garantir estabilidade e continuidade na gestão após aquisições. Já a estrutura de aquisição em etapas permite que o comprador consolide o controle de forma gradual, alinhando resultados e desempenho da empresa adquirida antes de concluir a operação integral.

Além disso, cláusulas de parceria e vesting (direito progressivo sobre as ações) são comuns quando executivos-chave permanecem no negócio, reforçando o comprometimento com o crescimento conjunto. Essas estruturas jurídicas e contratuais dão segurança a investidores e reguladores, assegurando governança e previsibilidade no processo de integração.

Nos últimos anos, o mercado de gestão de ativos no Brasil passou por forte reestruturação. Fusões e aquisições entre gestoras vêm se intensificando, impulsionadas pela necessidade de escala operacionaltecnologia de análise de dadosdiversificação de produtos financeiros.

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A combinação entre a Vinci Compass e a Verde Asset segue essa tendência, criando uma das maiores plataformas independentes de gestão do país e fortalecendo o papel das casas brasileiras em um ambiente dominado por players internacionais.


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