Mattos Filho, Demarest, Machado Meyer e Milbank atuam em aquisição da Aliança Energia pela GIP

Da redação de LexLegal
A gestora norte-americana Global Infrastructure Partners (GIP) concluiu a aquisição de 70% da participação econômica da Aliança Geração de Energia S.A., pertencente à Vale S.A., em uma transação avaliada em US$ 1 bilhão. O fechamento incluiu uma complexa estrutura de financiamento de US$ 780 milhões para viabilizar o negócio.
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Esse tipo de operação é conhecido como acquisition finance – um modelo de crédito estruturado especificamente para aquisições societárias. Significa que o comprador (a GIP) obteve parte dos recursos junto a um sindicato de bancos internacionais, oferecendo em contrapartida um pacote de garantias (security package), que envolveu cessão fiduciária de participações societárias, direitos de recebíveis e contas vinculadas. O sindicato de credores incluiu Citibank, Santander, The Bank of Nova Scotia, Sumitomo Mitsui Banking Corporation e Crédit Agricole Corporate and Investment Bank.
O papel dos escritórios
A GIP foi assessorada pelo Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr e Quiroga Advogados, que atuou em todas as frentes da aquisição — desde a due diligence (auditoria jurídica completa dos ativos) até a negociação de contratos de compra e venda, acordos de acionistas e contratos de energia com a Vale. O time foi liderado pelos sócios Sabrina Naritomi (São Paulo), Pablo Sorj (Rio de Janeiro), Fabiano Luz de Brito (São Paulo) e Joana Nara Lima Pimentel Gomes (São Paulo), com apoio de Antonio Oliveira (Rio), Larissa Piccolo (São Paulo), Luís Felipe Haddad (São Paulo) e Pedro Hirata (São Paulo).
A Vale S.A. foi representada pelo escritório Demarest Advogados, enquanto a Aliança Geração de Energia contou com assessoria própria.
Na parte financeira, os bancos foram assessorados pelo Machado Meyer Advogados, que cuidou da estrutura legal no Brasil, sob a liderança do sócio José Prado, com a participação de Beatriz Vassilieff Martins e Matheus Wassano Ishigaki. Já o norte-americano Milbank apoiou nos aspectos de direito internacional, dada a natureza transnacional do crédito.
A conclusão da operação consolida uma plataforma de geração renovável com 2.189 MW de capacidade instalada, incluindo usinas solares, eólicas e hidrelétricas. Para especialistas, a transação reforça a confiança de investidores estrangeiros na segurança jurídica do Brasil e fortalece a capacidade de investimento em projetos de energia limpa.
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Além do impacto financeiro, a parceria mantém a Vale com 30% de participação econômica, garantindo ainda conexão estratégica entre mineração e geração de energia renovável. A notícia foi atualizada, com a inclusão do escritório Mattos Filho.