Mattos Filho atua no processo de reestruturação da WeWork Brasil e venda da participação do SoftBank

Da redação de LexLegal
A WeWork Brasil passou por uma reorganização societária que resultou na venda de 49% da participação que o SoftBank detinha na empresa para a WeWork Companies, subsidiária do grupo sediada nos Países Baixos. A negociação representa a saída definitiva do SoftBank da operação da WeWork no Brasil, marcando uma nova fase para a empresa no país.
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A operação envolveu a Latam Co B.V. como compradora e a SLA WW Holdco LLC como vendedora. O processo teve sua assinatura formalizada em janeiro de 2025, com o fechamento da transação em 21 de fevereiro de 2025. Com isso, a WeWork passa a ter controle total de suas operações no Brasil, encerrando a participação do SoftBank no mercado nacional.
A negociação faz parte do esforço global da WeWork para reorganizar sua estrutura e fortalecer sua presença nos mercados estratégicos. A saída do SoftBank ocorre em um momento de ajustes no modelo de negócios da empresa, que busca consolidar sua atuação no segmento de escritórios compartilhados e espaços de coworking.
Assessoria jurídica e partes envolvidas
A assessoria jurídica da transação contou com a participação do escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr e Quiroga Advogados, que representou tanto o comprador quanto o vendedor, além da própria WeWork Brasil e sua controladora internacional. A equipe foi composta por advogados de São Paulo e Nova Iorque, incluindo Camilla Martes, Renata Fonseca Zuccolo Giannella, Gil Falleiros Mendes e Paula Vieira de Oliveira, entre outros. Os escritórios Greenberg Traurig LLP e Sidley Austin LLP também participaram da operação.
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A venda da participação do SoftBank na WeWork Brasil reflete uma movimentação estratégica dentro do setor de espaços corporativos flexíveis. O modelo de coworking vem enfrentando desafios nos últimos anos, especialmente após a crise da WeWork globalmente, que levou a empresa a buscar novas estratégias para sua sustentabilidade financeira.
No Brasil, a WeWork segue apostando em um mercado crescente, impulsionado pelo modelo híbrido de trabalho adotado por muitas empresas. Com a reintegração de sua operação, a companhia pode ter maior liberdade para implementar novas políticas de expansão e gestão.
A saída do SoftBank reforça a estratégia do grupo japonês de se desfazer de ativos considerados não essenciais, após uma série de investimentos em startups que não tiveram retorno esperado. O movimento segue um padrão observado em outras partes do mundo, onde o SoftBank vem reduzindo sua exposição a empresas do setor de tecnologia e inovação.
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Com a reestruturação, a WeWork Brasil deverá focar na expansão da oferta de espaços de trabalho flexíveis, buscando equilibrar custos e manter a atratividade de seus serviços. O mercado imobiliário comercial segue em transformação, e a demanda por ambientes de trabalho compartilhados pode ganhar novo fôlego com a retomada econômica e o avanço dos modelos híbridos.