Machado Meyer e Tail Chequer atuam em emissão de notas comerciais da BPGM Jardim Botânico

Machado Meyer e Tail Chequer atuam em emissão de notas comerciais da BPGM Jardim Botânico
A emissão da BPGM Jardim Botânico foi estruturada para levantar recursos destinados ao avanço de projetos imobiliários/Freepik
Publicado em 12/09/2025 às 9:00

Da redação de LexLegal

A BPGM Jardim Botânico S.A. concluiu sua primeira emissão pública de notas comerciais escriturais — títulos de dívida que funcionam como uma forma de captação direta de recursos junto a investidores — no valor de R$ 23 milhões (aproximadamente US$ 4,26 milhões). A operação foi formalmente assinada em 4 de agosto de 2025 e concluída em 27 de agosto, com vencimento final previsto para 30 de julho de 2030.

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As notas comerciais, também chamadas de commercial notes, são papéis emitidos por empresas como alternativa de financiamento. Na prática, funcionam como um “empréstimo coletivo”: investidores compram os títulos e, em troca, a empresa emissora se compromete a devolver o valor acrescido de juros dentro de um prazo definido. Essa modalidade de captação vem ganhando espaço no Brasil após a edição da Resolução CVM nº 160, que modernizou as regras de ofertas públicas de valores mobiliários.

Estrutura da operação

A emissão da BPGM Jardim Botânico foi estruturada para levantar recursos destinados ao avanço de projetos imobiliários. Segundo informações oficiais, o financiamento também contribui para fortalecer o mercado de capitais e o setor de construção civil, ao oferecer aos investidores um ativo de longo prazo lastreado em projetos reais.

Banco Bradesco BBI S.A. atuou como coordenador da operação, enquanto a assessoria jurídica ficou dividida entre dois dos principais escritórios em atuação no mercado brasileiro.

Machado Meyer Advogados assessorou a BPGM Jardim Botânico, revisando a documentação preparada por Tail Chequer e elaborando os documentos da companhia. A equipe foi liderada pelo sócio Guilherme Azevedo Ferreira Alves, com participação do advogado Matheus Freitas Barcelos.

Já o Tail Chequer & Mayer Brown prestou assessoria jurídica ao Bradesco BBI, coordenador da operação.

A emissão representa um passo relevante para a BPGM Jardim Botânico e para o setor de real estate. Em um cenário de juros elevados, a diversificação de instrumentos de financiamento torna-se fundamental para viabilizar novos projetos.

Além disso, a operação reforça a tendência de crescimento das notas comerciais escriturais no Brasil. Esse formato, por ser mais flexível que as debêntures tradicionais, tem atraído empresas que buscam acesso mais ágil ao mercado de capitais.

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De acordo com analistas, o prazo de cinco anos até o vencimento dos papéis e a estrutura jurídica robusta conferem segurança adicional aos investidores, em linha com o movimento de profissionalização e fortalecimento das práticas de compliance no mercado imobiliário.

 

SÃO PAULO WEATHER