Machado Meyer e Itaú BBA estruturam emissão de notas comerciais de R$ 150 mi da Pitangueiras

Machado Meyer e Itaú BBA estruturam emissão de notas comerciais de R$ 150 mi da Pitangueiras
A operação foi realizada por colocação privada, modelo previsto na regulamentação brasileira que permite direcionar a emissão apenas a investidores profissionais sem exigência de oferta pública/Divulgação
Publicado em 05/12/2025 às 11:30

Da redação de LexLegal

A Pitangueiras Açúcar e Álcool concluiu sua primeira emissão de notas comerciais no valor de R$ 150 milhões, em uma operação que envolveu estruturação financeira do Itaú BBA e assessoria jurídica do Machado Meyer Advogados. As notas comerciais são títulos de dívida de curto prazo usados por empresas para captar recursos diretamente no mercado, geralmente com menos burocracia que outras modalidades de financiamento. Nesta operação, os papéis foram adquiridos integralmente por Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), veículos que compram recebíveis empresariais e direcionam capital para companhias com lastro definido.

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A operação foi realizada por colocação privada, modelo previsto na regulamentação brasileira que permite direcionar a emissão apenas a investidores profissionais sem exigência de oferta pública. O objetivo é financiar projetos enquadrados como prioritários nas áreas de etanol e biodiesel, conforme os parâmetros da Lei 12.431/2011. O marco legal busca incentivar investimentos em infraestrutura e energia limpa por meio de condições mais competitivas para emissoras e maior atratividade para investidores que buscam ativos sustentáveis.

A emissão reforça a capacidade de empresas do setor sucroenergético de ampliar a produção, atualizar equipamentos e avançar em projetos alinhados à transição energética. Nesse tipo de captação, a companhia consegue estruturar prazos e fluxos de pagamento compatíveis com sua geração futura de receitas, o que torna as notas comerciais uma alternativa eficiente para financiamento corporativo em fases específicas de expansão.

O Machado Meyer Advogados assessorou toda a estrutura jurídica da operação, desde a elaboração e revisão da documentação até a análise regulatória e a coordenação entre emissora, instituição financeira e investidores. Atuaram os sócios Alberto Faro e Thales Tormin Saito, além dos associados Gabriel de Castro Dias e Matheus Faria de Sousa. O trabalho foi conduzido em conjunto com o Itaú BBA, responsável pela estruturação financeira.

O direcionamento da operação para FIDCs acompanha uma tendência de mercado: esses fundos têm ampliado a busca por ativos do agronegócio e da infraestrutura energética diante de regras mais consolidadas e maior apetite por operações de dívida estruturada. Para a Pitangueiras, a transação representa um passo relevante na diversificação de instrumentos de financiamento e na aproximação com investidores especializados em crédito.

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A operação marca a entrada da Pitangueiras no mercado de notas comerciais com uma transação alinhada às diretrizes de financiamento sustentável e às políticas públicas voltadas à ampliação da competitividade dos biocombustíveis no país.


SÃO PAULO WEATHER