Machado Meyer assessora venda da Garen Automação para a italiana FAAC Technologies

Da redação de LexLegal
A Garen Automação, uma das principais fabricantes brasileiras de sistemas de controle e automação de acesso, vendeu participação majoritária de seu capital para uma subsidiária integral da FAAC Technologies, grupo italiano que atua globalmente no setor. A operação marca a entrada formal da multinacional no mercado brasileiro com posição relevante e reforça sua estratégia de expansão na América Latina.
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Com a aquisição, a FAAC passa a deter o controle da Garen e incorpora ao seu portfólio uma empresa com forte presença nacional no segmento de portões automáticos, cancelas e soluções de acesso. O negócio também sinaliza a continuidade do movimento de consolidação do setor, que vem atraindo grupos estrangeiros interessados em empresas brasileiras com tecnologia própria, rede de distribuição e capacidade industrial.
A assessoria jurídica dos vendedores ficou a cargo do Machado Meyer Advogados. Participaram da operação os sócios Arthur Bardawil Penteado, Fernando Tonanni e os advogados Ivan Fogaca Panza e Rafaela Gomes Ehl Barbosa. Também atuou no negócio o escritório Boccuzzi Advogados Associados, que integrou a estrutura jurídica da transação.
Ao adquirir o controle da Garen, a FAAC amplia sua presença em um dos mercados mais promissores do continente e se aproxima de clientes industriais, residenciais e comerciais no Brasil. O movimento segue a tendência de multinacionais de automação e segurança investirem em mercados emergentes, estimuladas pela alta demanda por dispositivos conectados, internet das coisas (IoT) e soluções integradas de controle de acesso.
No ambiente jurídico, operações desse tipo exigem análise societária detalhada, due diligence regulatória e eventual notificação ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), dependendo do faturamento das empresas envolvidas. Ainda que não tenha sido divulgada a necessidade de submissão compulsória ao Cade, transações envolvendo aquisição de controle por grupos globais costumam ser avaliadas para mitigar riscos concorrenciais.
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Segundo especialistas do setor, a entrada da FAAC como controladora pode acelerar investimentos em inovação, logística e integração com plataformas internacionais. Para a Garen, o negócio pode significar acesso a capital, tecnologia e mercados externos.