Machado Meyer assessora Omie em rodada Série D de US$ 150 milhões liderada pela Partners Group

Da redação de LexLegal
A Omiexperience Ltda. (Omie), plataforma brasileira de gestão empresarial em nuvem, concluiu uma rodada de investimento Série D no valor total de US$ 150 milhões (cerca de R$ 855 milhões). A captação foi liderada pelo fundo global Partners Group e contou com a assessoria jurídica do escritório Machado Meyer Advogados, que orientou a companhia e os investidores atuais em todas as etapas da transação.
A operação envolveu a negociação de acordos de investimento e de acionistas, além do contrato de compra e venda de participação societária, que formaliza a entrada do novo investidor e organiza as regras de governança da companhia. Segundo comunicado, a rodada também possibilitou uma saída parcial de acionistas existentes, garantindo liquidez a investidores que participaram de fases anteriores.
Estrutura jurídica da transação
Rodadas Série D representam estágios mais avançados de investimento em empresas de tecnologia. Nessa etapa, a companhia já validou seu modelo de negócio e busca recursos para expansão em larga escala, aquisições ou internacionalização.
O escritório Machado Meyer foi responsável pela revisão e negociação de toda a documentação da transação, trabalhando em parceria com os escritórios internacionais Blakes, Nelson Mullins e Conyers, dada a estrutura transnacional que envolveu Brasil, Estados Unidos, Canadá e Ilhas Cayman.
Pela banca brasileira, lideraram a operação os sócios Arthur Bardawil Penteado e Mariana Meditsch, com a participação de Fernando Colucci e dos advogados Filipe Augusto Costa Barbalho e Cunha, Laura Ducati Dabronzo e Pedro Gasparetto Farris.
Do lado do investidor, o Partners Group foi assessorado por Latham & Watkins e Pinheiro Neto Advogados.
Importância estratégica
A entrada da Partners Group, que adquiriu cerca de 15% de participação, reforça a estratégia da Omie de consolidar sua posição no setor de tecnologia, especialmente no mercado de softwares de gestão integrados para pequenas e médias empresas. O aporte sinaliza confiança do investidor estrangeiro no potencial de crescimento do setor de SaaS (Software as a Service) no Brasil, mesmo em um cenário global de maior seletividade em investimentos de venture capital.
Especialistas destacam que a transação traz dois elementos relevantes. Atração de capital internacional: a presença de um player global diversifica a base de investidores e amplia as oportunidades de expansão. Liquidez para acionistas anteriores: parte dos investidores que entraram em rodadas passadas pôde realizar uma saída parcial, um mecanismo importante para dar retorno a quem apoiou a empresa em fases iniciais.
O setor de tecnologia segue sendo um dos mais ativos em operações de M&A (fusões e aquisições) e private equityno Brasil, mesmo em meio a instabilidades econômicas. Empresas como a Omie, que oferecem soluções digitais voltadas para eficiência empresarial, vêm atraindo investidores pela capacidade de gerar escalabilidade e previsibilidade de receita.
Além disso, o investimento ocorre em um momento em que companhias de software buscam consolidar mercado por meio de aquisições estratégicas, parcerias internacionais e integração de novas tecnologias, como inteligência artificial aplicada à gestão financeira e administrativa.