Lula participa no Chile de cúpula internacional pela democracia ao lado de Boric, Petro e Sánchez

Da redação de LexLegal
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, nesta segunda-feira (21), em Santiago, no Chile, de uma reunião de alto nível sobre a defesa da democracia, convocada pelo presidente chileno Gabriel Boric. O encontro reúne também os chefes de Estado da Colômbia (Gustavo Petro), Espanha (Pedro Sánchez) e Uruguai (Luis Lacalle Pou).
Leia também: Tarifa de 50% imposta por Trump pode impactar vendas de suco de laranja, café, carne e frutas
A cúpula internacional, organizada em formato reservado aos presidentes, tem como foco central a promoção da democracia e do multilateralismo, a redução das desigualdades sociais e o enfrentamento à desinformação em meio à ascensão das tecnologias digitais. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o evento é parte de uma articulação diplomática iniciada em 2024, com o encontro “Em defesa da democracia – lutando contra o extremismo”, promovido por Lula e Sánchez.
Após a reunião entre os chefes de Estado, está prevista uma segunda etapa do encontro, com a participação de representantes da sociedade civil, da academia e de centros de pesquisa, para fomentar a troca de experiências sobre os desafios enfrentados pelas democracias contemporâneas.
O governo brasileiro considera que o encontro representa um avanço na formação de uma agenda democrática regional e internacional, diante de um cenário global marcado por ameaças autoritárias, desinformação massiva e ataques a instituições. O presidente Lula tem reforçado a importância da cooperação entre países democráticos para conter retrocessos e promover respostas coordenadas à desigualdade e ao extremismo.
Veja também: União deve anular registro de microempresa aberta sem conhecimento de contribuinte e indenizá-lo por danos morais
Ainda segundo o Itamaraty, uma nova edição da iniciativa está prevista para setembro deste ano, em Nova York, durante o período da Assembleia Geral das Nações Unidas. A ideia é ampliar o diálogo multilateral, incluindo mais países e representantes de organismos internacionais comprometidos com o fortalecimento da democracia e dos direitos humanos.