Lula é aconselhado a criar Ministério da Segurança com saída de Lewandowski

Da redação de LexLegal
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem sendo aconselhado por interlocutores a aproveitar a saída do ministro Ricardo Lewandowski para criar o Ministério da Segurança Pública. A avaliação interna é de que a mudança poderia reposicionar o governo em um dos temas mais sensíveis para o eleitorado.
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Lewandowski já comunicou a Lula que pretende deixar o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública em janeiro, com preferência para que a saída ocorra ainda nesta semana. Diante disso, aliados do presidente defendem que a criação de uma pasta específica para a segurança pública seja antecipada, sem aguardar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública no Congresso Nacional.
A intenção inicial do Planalto era instituir o novo ministério apenas após a aprovação da PEC da Segurança. No entanto, integrantes do governo avaliam que a medida dificilmente será votada antes de maio, mesmo em um cenário otimista. Para esses interlocutores, esperar até lá reduziria o impacto político da criação da pasta e deixaria pouco tempo para que a nova estrutura apresentasse resultados com reflexos no debate eleitoral.
A segurança pública aparece de forma recorrente entre as principais preocupações da população brasileira e é considerada um dos pontos de maior fragilidade do governo Lula junto ao eleitorado. A oposição de direita tem explorado o tema com discursos de endurecimento no combate à violência, o que, segundo integrantes do PT, tem ampliado sua ressonância popular.
Dentro do partido, a avaliação é de que um Ministério da Segurança Pública poderia ajudar a reorganizar a política do setor e sinalizar uma resposta mais direta à demanda social. A pasta já existiu durante o governo Michel Temer e foi chefiada, à época, por Raul Jungmann.
Além da saída de Lewandowski, Lula também precisará definir o futuro do Ministério da Fazenda nas próximas semanas. O ministro Fernando Haddad informou ao presidente que pretende deixar o cargo até fevereiro. Nos bastidores, a sucessão é tratada como encaminhada, com a possibilidade de efetivação do atual secretário-executivo Dario Durigan no posto de ministro.
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O presidente planeja ainda, ao longo do mês de janeiro, se reunir com outros ministros que pretendem disputar eleições neste ano e que, por exigência legal, precisarão deixar os cargos até o início de abril. A ideia é alinhar as substituições e reorganizar o primeiro escalão antes do calendário eleitoral ganhar força.