Lucro do Banco do Brasil despenca 45% com calotes no agronegócio e novas regras

Da redação de LexLegal
O Banco do Brasil fechou 2025 com lucro líquido ajustado de R$ 20,685 bilhões, um tombo de 45,4% na comparação com o ano anterior. O balanço reflete o peso de novas normas do Conselho Monetário Nacional e a explosão da inadimplência no campo.
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A taxa de atrasos superiores a 90 dias saltou de 3,16% para 5,17% em um ano. O setor de agronegócio, principal vitrine do banco, foi o grande vilão do índice, registrando 6,09% de calotes após um último trimestre de forte pressão financeira sobre os produtores.
Além do cenário econômico, mudanças contábeis aprovadas em 2021 e iniciadas em 2025 alteraram o reconhecimento de receitas de crédito. O BB deixou de computar R$ 1 bilhão devido ao novo modelo de provisões, que agora exige reservas baseadas em perdas futuras estimadas.
Apesar da queda anual, a instituição vê sinais de recuperação no quarto trimestre, com lucro 51,7% maior que o período anterior. A presidente Tarciana Medeiros destacou o avanço do Crédito do Trabalhador, que liberou R$ 13 bilhões em empréstimos consignados para funcionários de empresas privadas.
“Foram desembolsados R$ 13 bilhões no crédito do trabalhador, uma demonstração que reafirma nossa expectativa declarada de que iríamos crescer em linhas com melhor retorno ajustado ao risco”, afirmou Tarciana. A carteira de crédito total do banco subiu 2,5%, atingindo R$ 1,296 trilhão.
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Para 2026, o banco prevê lucros entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. Segundo a presidente, a instituição já deu sinais de inflexão e projeta retomar níveis históricos de rentabilidade com a adaptação total às novas regras do mercado financeiro e maior rigor no custo do crédito.