Lista com ranking sexual de alunas vira caso de polícia no Rio

Lista com ranking sexual de alunas vira caso de polícia no Rio
Polícia Civil investiga exposição de estudantes em plataforma online; colégio registrou ocorrência e retirou conteúdo do ar/Reprodução/Site oficial Colégio Cruzeiro
Publicado em 08/07/2026 às 14:00

Da Redação de LexLegal

A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu investigação para apurar a criação e divulgação de uma lista online que classificava alunas do Colégio Cruzeiro, em Jacarepaguá, segundo critérios de conotação sexual. O caso é investigado pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) após denúncias encaminhadas à unidade especializada.

Segundo as informações apuradas, estudantes utilizaram uma plataforma de criação de listas para organizar imagens de colegas em categorias ofensivas e sexualizadas. O conteúdo já foi retirado do ar.

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Entre as classificações atribuídas às estudantes estavam expressões como “GOAT”, termo em inglês utilizado para designar alguém considerado “o melhor de todos os tempos”, além de categorias como “Comeria no lucro”, “Bêbado vai”, “Me arrependi depois” e “Nem olharia”.

A investigação deverá apurar quem criou e compartilhou a lista, além de verificar se houve prática de atos infracionais ou crimes previstos na legislação brasileira. Dependendo das circunstâncias, a conduta poderá ser analisada sob a ótica de crimes contra a honra, perseguição virtual, divulgação de conteúdo ofensivo, violência psicológica contra crianças e adolescentes e outras infrações previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Código Penal.

Como os envolvidos são estudantes, a apuração também poderá identificar eventual prática de atos infracionais, quando os autores forem menores de 18 anos. Nesses casos, a responsabilização ocorre conforme as regras do ECA, que prevê medidas socioeducativas em vez das penas aplicáveis aos adultos.

O episódio também levanta discussões sobre violência de gênero no ambiente escolar e cyberbullying. A Lei nº 14.811/2024 passou a tipificar o bullying e o cyberbullying no Código Penal, ampliando os instrumentos para responsabilização de condutas praticadas em ambientes físicos e digitais.

O Colégio Cruzeiro informou que registrou boletim de ocorrência e comunicou a plataforma responsável pela hospedagem da lista, que removeu o conteúdo.

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Veja a nota oficial do Colégio:

“O Colégio Cruzeiro, sintonizado com as questões da sociedade contemporânea, reprova e repudia quaisquer atitudes que exponham estudantes. Registramos um boletim de ocorrência, fizemos uma denúncia à plataforma de veiculação exigindo a retirada do conteúdo (já retirado do ar), alertamos os responsáveis e estamos dando apoio às alunas e suas famílias. Entendemos que nossa função como escola é ensinar a adoção de posturas éticas, responsáveis e salvaguardar nossos alunos. O Colégio Cruzeiro é uma instituição com 164 anos de existência focada no desenvolvimento integral do ser humano e, ao longo de sua história, já formou muitas gerações e milhares de alunos”.

A Polícia Civil prossegue com as investigações para identificar todos os responsáveis pela criação e disseminação da lista.

SÃO PAULO WEATHER